1. O menu foi elaborado em conjunto com uma nutricionista
Uma das razões que levou Paulo Faísca a querer abrir A Mercearia foi o facto de não encontrar em Lisboa um local onde pudesse comer bem e de forma saudável. Desenvolveu então este conceito híbrido, entre a mercearia e o restaurante, onde os clientes podem abastecer a despensa ou o estômago, com produtos biológicos, integrais e não refinados. Assim, o menu inclui sempre uma sopa do dia (cujos benefícios para a saúde são explicados na respetiva página de Facebook), além de saladas diversas com fusilli integral, sandes em pão de espelta ou alfarroba, uma quiche diária, crepes e tostas em pão integral.

2. É tudo caseiro e feito diariamente
A cozinha da casa, de aspecto retro, está à vista de toda a gente. E é bonita, bem merece ser exibida. Mas não serve só para emprestar sainete: tudo o que se come n’A Mercearia é feito ali, diariamente. Isto é válido tanto para o que se come como para o que se bebe. Os sumos naturais, por exemplo, são feitos ao momento para não oxidarem. E servem diferentes propósitos, como os respectivos nomes deixam adivinhar: o Green Power (pepino, maçã e spirulina) dá energia, o Orange Mood (laranja, cenoura, maçã e gengibre) melhora a disposição e o Workout King (beterraba, pepino e maçã verde) é indicado para quem faz do ginásio a sua segunda casa.

a mercearia,

Há uma mesa virada para a rua, muito cosmopolita, onde, com sorte, a vista pode incluir o elétrico 28 (Foto: Hugo Amaral / Observador ©)

3. Ao fim-de-semana servem-se (anti) brunches temáticos
A Mercearia não é mais um daqueles sítios onde, ao fim de semana, há um menu de brunch composto por ovos mexidos, bacon, pão e croissants. Não. Ali, o que é servido ao sábado e domingo entre as 10h00 e as 17h00 é, na verdade, um anti-brunch. É assim que lhe chamam porque nunca segue a receita habitual. A inspiração chega de diferentes latitudes — já houve um anti-brunch goês, com caril de frango e chamuças, outro mexicano, com burritos e nachos, e o do próximo fim-de-semana vai ser mediterrânico, com bruschetta de tomate e frango rural, entre outras sugestões. Os preços variam entre os 13 e os 16€, dependendo do que for servido.

4. Quem comprar n’A Mercearia vai durar até aos 130 anos
Não é bem uma promessa, é mais uma frase especulativa. A verdade é que as prateleiras da loja estão recheadas dos chamados super alimentos, todos eles com propriedades que, supostamente, ajudam à longevidade. Coisas como cogumelos reishi, proteína de cânhamo, açúcar de coco ou lucuma. Os frescos que ali se vendem, tanto fruta como legumes, são de produção biológica, o que inclui uma pequena horta plantada no local.

5. O espaço é um bom exemplo de renovação e aproveitamento
Os cuidados de Paulo Faísca não se esgotam na ementa e nos produtos que ali vende. O espaço d’A Mercearia é muito convidativo e isso não acontece por acaso: é um exemplo notável de renovação (antes acolhia um ateliê de mobiliário) e aproveitamento de objetos antigos, muitos deles comprados em antiquários da rua de São Bento. Mas não só: as prateleiras, por exemplo, são ripas de madeira que o responsável encontrou no espaço. Tal como os jornais antigos (início dos anos 80) que decoram uma das paredes e onde se leem notícias com títulos tão curiosos como “O público português rende-se aos centros comerciais”. E se vir fotos antigas não estranhe: são da família de Paulo, que já vai em três ou quatro gerações de merceeiros.

Nome: A Mercearia
Morada: Rua Vítor Cordon, 40 (Chiado), Lisboa
Telefone: 21 347 1116 / 96 303 9131
Emailgeral@amercearia.net
Horário: De segunda a sexta entre as 08h00 e as 20h00. Sábado e domingo das 10h00 às 17h00.
Preço Médio: 8€
Reservas: Só para jantares de grupo