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Os economistas do PS que entregaram esta semana a António Costa um documento com cerca de 90 páginas com propostas para a próxima legislatura consideram que todo o escrutínio das suas ideias é bem-vindo, mas que seria mais interessante discutirem com a maioria algumas propostas que os aproximem.

Esta é a reação ao desafio do Governo que esta quarta-feira à tarde no Parlamento criticou as contas e partida do PS e considerou que o documento devia ser sujeito a análise do Conselho de Finanças Públicas e da Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República.

“O documento está aberto ao escrutínio de todos. Não sei se as instituições de que fala têm vocação para avaliar propostas partidárias”, respondeu ao Observador o deputado Eduardo Cabrita. Já o economista Manuel Caldeira Cabral lembra que foram usados como cenário base os números da Comissão Europeia e estranha o repto do Governo. “Não tenho problema nenhum com este género de escrutínio, mas parece-me uma manobra de um Governo que está em fim de ciclo e não tem abertura para discutir a sério propostas”, afirmou, por seu turno.

“Veria com melhores olhos que o PSD, que está sempre a falar em consensos, olhasse para as nossas propostas e propusesse algumas alterações legislativas. Seria muito mais útil do que tentar dizer que está tudo mal feito”, acrescenta, estranhando que a reação do maior partido da oposição tenha sido cinco minutos depois de António Costa ter acabado de falar, ou seja, sem sequer ter tido tempo para analisar as proposta dos economistas do PS e os seus impactos diretos e indiretos.

 

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