Deficiência

Homem com trissomia 21 impedido de entrar numa discoteca

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Francisco Gonçalves, de 51 anos, terá sido barrado à entrada de uma discoteca em Abrantes por sofrer de Síndrome de Down.

AFP/Getty Images

Tudo aconteceu por volta das 23:00 da noite de 25 de abril, sábado. O Dia da Liberdade de nada valeu a Francisco Gonçalves. Conhecido entre os amigos por “Tita”, o homem de 51 anos terá sido impedido de entrar numa discoteca por sofrer de Síndrome de Down, uma doença genética também conhecida por trissomia 21.

Segundo a Blasting News, Francisco Gonçalves e o amigo António Larguinho dirigiram-se à zona ribeirinha de Abrantes, onde se localiza a discoteca AquaClub. À entrada, uma mulher que não se identificou impediu Francisco de entrar no estabelecimento, afirmando que “o deficiente não entra”. A mulher alegou que a entrada era vedada a pessoas com deficiência. Sem compreender a situação, Francisco e António regressaram a casa.

O mesmo site cita uma testemunha que conta que António ficou “chocado” com a atitude da mulher, mas que se conformou com a regra, “uma vez que o estabelecimento não era seu para ser ele a ditar as regras”. Também disse que a senhora tinha “metido o pé na poça e que se iria arrepender de tal frase e atitude”.

A notícia do acontecimento espalhou-se rapidamente pelas redes sociais, o que levou a gerência a publicar, no dia 28 de abril, um comunicado no Facebook onde lamenta o sucedido e garante que “não deu quaisquer instruções para impedir a entrada de clientes portadores de deficiência, pelo que não se revê nos atos dos seus funcionários que eventualmente assim procederam”. O mesmo comunicado indica ainda que “a gerência já promoveu os necessários processos disciplinares e tudo fará para apurar a responsabilidade dos funcionários envolvidos”.

AquaClub-Comunicado

Ao longo dos últimos dias foi possível ler vários comentários — nesta e noutras publicações da página — de pessoas indignadas que expressavam descontentamento com tal atitude e convocavam um eventual “boicote” ao estabelecimento. Toda essa polémica levou a gerência a eliminar a página da rede social.

O Observador tentou contactar António Larguinho e também Carlos Catarino, da gerência do AquaClub, mas sem sucesso até ao momento.

(Editado por Filomena Martins)

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