Devoção ao chocolate, detox uma vez por mês e pequeno-almoço todos os dias, mesmo que a Tiffany estivesse fora de alcance. Estes são os três hábitos alimentares que melhor definem uma das mulheres mais fotografadas de todos os tempos. O nome Audrey Hepburn dispensa apresentações — a atriz continua a ser considerada um ícone de moda. Quem não se recorda do cabelo escuro puxado para trás, das sobrancelhas grossas perfeitamente desenhadas e da figura sempre magra? Ficar a par da sua dieta pode ser uma mais-valia.

A sua alimentação, bem como outros aspetos da vida pessoal, são o mote de um novo livro compilado pelo filho mais novo de Hepburn, Luca Dotti. O livro, que inclui receitas que a atriz tinha por hábito cozinhar, chama-se Audrey at Home (“Audrey em casa”, em português) e — caso esteja por terras de Sua Majestade — pode ser adquirido na National Portrait Gallery, em Londres, onde se encontra uma exposição apostada em fotografias da vida e carreira da atriz.

Voltando à comida, o pequeno-almoço era a regra de ouro de Hepburn, garantiu o filho ao Telegraph: “A mãe, tal como qualquer sábio médico de família, acreditava nas virtudes de um bom pequeno-almoço. Ela nunca o saltava, nem mesmo quando fazia um dia de detox por mês, altura em que comia iogurte simples e maçã”. Já o chocolate e a pasta [italiana] eram dois vícios felizes, sem os quais Audrey não passava — todas as noites, a atriz deliciava-se com um pouco de chocolate.

A obra em questão tem como intenção ser uma “biografia da mesa de cozinha”, tal como o filho escreve na introdução. Mais do que isso, quer desmistificar a imagem mais comummente associada à sua mãe, isto é, a de uma mulher de óculos de sol gigantes e luvas de ópera (à semelhança da personagem Holly Golightly no filme Boneca de Luxo).

Por esse motivo, o livro aposta em receitas acessíveis e em memórias de uma vida familiar. Nas suas páginas é ainda possível conhecer uma Hepburn de realidades diferentes, desde a infância marcada pela fome à rotina agitada que Hollywood exigia, com a atriz a acordar entre as 04h00 e as 05h00 para se preparar para um longo dia no set e garantir que estava perfeitamente apresentável.

Em declarações ao britânico Telegraph, o filho de Hepburn, disse que, se fosse viva, Audrey ficaria “terrivelmente envergonhada” com o grande interesse que atualmente existe em torno da sua vida: “Não tivemos de todo uma vida extravagante. Ela usava pouca maquilhagem, vestia t-shirts e jeans. Foi uma grande diferença cultural com as mães dos meus amigos, que estavam sempre a dizer-me o quão elegante ela era.(…) Ela era muito feliz quando podia pôr as mãos na terra, como quando plantava um vegetal no jardim. Ela achava mesmo que essas eram as coisas reais da vida”.