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New Horizons: nove anos depois, chegou a Plutão

Este artigo tem mais de 5 anos

Nove anos depois, a sonda espacial New Horizons chegou ao seu destino. Já há imagens e a NASA promete fotografias de alta-resolução já amanhã. Por agora, a viagem para a New Horizons continua.

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NASA

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A sonda New Horizons cumpriu com distinção a primeira parte da missão, tendo sobrevivido à passagem por Plutão e pelo seu sistema de luas. Passavam 50 minutos do meio-dia quando a NASA partilhava no Twitter a última fotografia do planeta-anão captada pela sonda:

Para hoje já foram prometidos os dados por trás das fotografias: cor, espetroscopia, mapas térmicos, entre outros. Para amanhã, foram garantidas fotos com dez vezes a resolução das imagens apresentadas esta quinta-feira.

Adequadamente, o relógio da NASA, que estava em contagem decrescente para o contacto com Plutão, voltou a números positivos, realçando a continuidade da viagem que agora prossegue. Mas, entretanto, foi removido da página da missão.

Localização da sonda New Horizons às 13h50 UTC+1, cerca de uma hora após a passagem. Créditos: NASA/JHUAPL

A sonda está equipada com sete instrumentos: Ralph (espetrómetro de luz visível e de radiação infravermelha), Alice (espetrómetro de radiação ultravioleta), REX (mede a composição atmosférica e a temperatura e serve passivamente de radiómetro), LORRI (a câmara telescópica de alta definição da New Horizon), SWAP (espetrómetro de ventos solares e plasma), PEPSSI (espetrómetro de partículas energéticas) e SDC (um medidor de poeira — desenhado, construído e operado por estudantes — que fornece informação sobre a poeira espacial que atinge a sonda durante a viagem).

Esta tarde, cinco cientistas da NASA ligados à missão da New Horizons estiveram voluntariamente no Reddit — um dos maiores fóruns de discussão da internet — a responder às questões colocadas pelos utilizadores. Uma das primeiras questões foi sobre se as cores da fotografia de Plutão divulgada ao princípio da tarde (hora de Lisboa) eram reais. “Sim, as cores são verdadeiras”, respondeu Jillian Redfern, analista sénior da NASA. E Kelsi Singer, da equipa de cientistas da New Horizon, acrescentou: “Tentámos que estivesse o mais próximo possível da cor real. Juntámos os comprimentos de onda que tínhamos e traduzimo-los no que o olho humano iria ver.”

Até agora, uma das maiores surpresas para a equipa de cientistas foi o “polo escuro” da Caronte, o maior satélite natural de Plutão. Segundo Amanda Zangari, cientista da equipa da New Horizons, esperava-se que a superfície dessa lua fosse “uniforme e sem traços característicos”. A lua Caronte deverá ter ainda direito a uma fotografia semelhante à de Plutão, com elevado detalhe. Chegará à Terra já esta quarta-feira, de acordo com Stuart Robbins, cientista de pesquisa da equipa, tal como a versão de alta definição da fotografia de Plutão.

Agora, o próximo grande passo da missão prende-se em completar a transferência de toda a informação recolhida durante a passagem da sonda por Plutão. Este “download” deverá demorar cerca de 16 meses e só aí se poderá retirar novas conclusões acerca dos mistérios do planeta e das (pelo menos) cinco luas que o orbitam. Estas conclusões estarão relacionadas com atmosferas, geologia, composição das rochas “e muito, muito mais”, adianta Jillian Redfern no Reddit.

Mas porque não uma fotografia da Terra vista de Plutão — à semelhança do que fez a Voyager 1 a 14 de fevereiro de 1990? Novamente, Stuart Robbins explica: “Infelizmente, a câmara LORRI é extremamente sensível, e olhar de volta para a Terra faria com que o Sol surgisse no campo de visão, o que estragaria o equipamento. A Voyager conseguiu isso porque os aparelhos estavam numa plataforma que se podia mover e os engenheiros puderam orientá-la de modo a que a antena da sonda servisse como um escudo para os raios solares.”

E que outras fotografias podemos nós esperar? Uma da lua Caronte, outra da lua Hidra (quarta ou quinta-feira) e “talvez” uma da Nix. Os cientistas não contam em obter fotografias da Styx (Estige) ou da Kerberos (Cérbero).

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Plutão é maior do que pensava

Os cálculos mais recentes atribuíam ao planeta anão um diâmetro de 2.368 quilómetros, com uma margem de erro de 20 quilómetros. Mas através das fotografias e dados recolhidos pela sonda New Horizons, a NASA calculou um novo valor ligeiramente maior: 2.370 quilómetros, com a mesma margem de erro.

Ainda assim, este valor é menor do que os cálculos efetuados em 1993, que atribuíam a Plutão um diâmetro de 2.390 quilómetros. Em 2006, este valor chegou a ser reduzido para 2.306 quilómetros, no mesmo ano em que Plutão deixou de ser considerado um planeta, para ser incluído na categoria de “planeta anão”.

Agora, apesar de toda a controvérsia gerada em torno do tamanho de Plutão, este é o valor mais próximo da realidade que alguma vez foi calculado.

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