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Legislativas 2015

Paulo Portas: “É preciso proteger” o que foi feito

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Vice-primeiro-ministro diz que o país não pode "voltar a cometer os mesmos erros” e alerta contra aventureirismos do PS.

Paulo Cunha/LUSA

Autor
  • Helena Pereira

O vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP mostrou-se orgulhoso com o que os portugueses conseguiram nos últimos quatros anos, mas alertou que “é preciso proteger” o que foi feito e “não voltar a cometer os mesmos erros”.

“É como se Portugal tivesse estado na unidade de cuidados intensivos e saímos, conseguimos sair, tivemos alta, caminhamos pelo nosso pé, mas não queremos lá voltar e, portanto, não podemos cometer os mesmos erros”, afirmou Paulo Portas.

O líder centrista discursava, na sexta-feira à noite, em Évora, no final de um jantar comemorativo dos 40 anos do CDS-PP no Alentejo, com a participação de militantes do partido dos três distritos da região.

Para o vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP, “é preciso proteger a confiança” do país, porque “aquilo que portugueses conseguiram é um exemplo de esforço pelo bem comum” e “não deve ser desperdiçado com aventuras”.

“Temos que ter uma garantir que há responsabilidade, porque é essa responsabilidade que nos permite que os próximos quatro anos já não sejam com a ‘troika’, nem com restrições. São quatro anos com a nossa soberania e em que, progressivamente, as pessoas vão recuperar rendimento”, realçou.

Num discurso de quase uma hora, em que destacou a melhoria dos principais indicadores económicos, Paulo Portas afirmou que se o país tivesse “seguido a opinião do PS”, a ‘troika’ ainda estava em Portugal “a coordenador as políticas de um país soberano há nove séculos”.

“Quem é que, ao longo destes anos, foi dizendo que Portugal não era capaz de terminar o contrato com a ‘troika’, que íamos precisar de um segundo resgate, que Portugal tinha de pedir mais tempo e mais dinheiro?”, questionou, acusando os socialistas de errarem “no início, no meio e no fim” do processo do ajustamento.

Portas salientou que “Portugal livrou-se da ‘troika’ quando foi contratualmente possível, não pediu mais dinheiro, não pediu mais tempo, não teve segundo resgate e não teve programa cautelar”, além de registar “crescimento da economia, investimento a disparar, exportações a crescer e criação de emprego a melhorar progressivamente”.

Sobre a situação da Grécia, o líder do CDS-PP disse respeitar “a soberania alheia”, mas aconselhou os gregos para que “tirem a ideologia da economia”, questionando “o que é serviram seis meses com tanto radicalismo e com tanta ideologia?”.

Entre outros dados, Paulo Portas referiu que “a Grécia, há seis meses, tinha crescimento económico previsto para 2015, neste momento, tem previsão de recessão” e que “estava a negociar um programa cautelar para sair do ajustamento, agora acaba de pedir o terceiro resgate”.

“Vejam bem as consequências dos erros, das opções ou das ilusões. Cada um chame o que entender, eu respeito a soberania alheia, mas a atitude que os portugueses tiveram dá-lhes direito a pensar no futuro de uma forma completamente diferente”, concluiu.

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