Depois de Ricardo Salgado, Isabel Almeida, António Soares, José Castella, Pedro Luís Costa e Cláudia Boal de Faria são os seis arguidos na investigação relacionada com o “Universo Espírito Santo”, esclareceu hoje a Procuradoria-Geral da República.

“Até ao momento, foram constituídos arguidos Isabel Almeida, António Soares, Ricardo Salgado, José Castella, Pedro Luís Costa e Cláudia Boal de Faria”, disse a PGR, em resposta ao Observador, a propósito da lista de seis arguidos do processo em que o ex-presidente do BES Ricardo Salgado ficou em prisão domiciliária, desde sexta-feira.

Assim, além de Ricardo Salgado, são arguidos no processo Isabel Almeida (ex-diretora diretora financeira do BES, que foi “braço direito” do antigo administrador Morais Pires), António Soares (ex-diretor do BES VIDA), Pedro Luís Costa (ex-administrador do Espírito Santo Ativos Financeiros), José Castella (que foi responsável pela tesouraria do Gupo Espírito Santo) e Cláudia Boal de Faria (que pertenceu à área de vendas e estruturação do BES). As medidas de coação a aplicar aos mais recentes arguidos ainda não são conhecidas.

De todos eles, apenas Salgado, Isabel Almeida e José Castella foram ouvidos na Comissão de Inquérito Parlamentar – o último dos quais à porta fechada, já alegando a sua condição de investigado pela Justiça e pelos reguladores.

Esta manhã, o Negócios escrevia que Machado da Cruz – ex-contabilista do grupo, e Morais Pires, ex-administrador do BES, também teriam sido constituídos arguidos, informação que não consta do comunicado da PGR. Nos últimos meses foram feitas várias referências nos jornais quanto a uma colaboração de Machado da Cruz com o Banco de Portugal, tendo entretanto acusado Salgado de ter dado ordem para falsificação das contas do GES.

Os dois ex-braços direitos de Salgado também estão sob investigação no Luxemburgo, onde estavam sedeadas as holdings do GES.

Ricardo Salgado foi ouvido pelo juiz Carlos Alexandre num inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação e Penal (DCIAP) em que estão em causa os crimes de corrupção no setor privado, branqueamento de capitais, fraude fiscal, burla qualificada, abuso de confiança, falsificação de documentos e falsificação informática.