A sede da nova Plataforma Logística de Leixões, um investimento de 165 milhões de euros apontado como “decisivo” para o desenvolvimento do Porto de Leixões, em Matosinhos, e de toda a Área Metropolitana do Porto, é inaugurada esta quarta-feira.

Localizada junto ao Porto de Leixões, a nova plataforma “obedecerá a um modelo polinucleado, com acesso através da Via Interna de Ligação ao Porto de Leixões (VILPL), e contribuirá de uma forma decisiva para desenvolver o porto e transformar a Área Metropolitana do Porto numa plataforma de valor acrescentado de nível ibérico”, sustenta a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL).

Com esta nova infraestrutura, considera, a área metropolitana ficará dotada de “ótimas condições para a atração e fixação de polos logísticos e de distribuição, que permitam ancorar novo tráfego para o Porto de Leixões, para o tecido económico e para as comunidades e cadeias logísticas envolventes”.

Com uma área de 70 hectares, a plataforma logística está dividida em dois polos, sendo que no polo 2 está localizado o armazém do Grupo Luis Simões, que também hoje é inaugurado, e o futuro Terminal Ferroviário Intermodal, da responsabilidade da REFER — Infraestruturas de Portugal.

Implantado no final da VILPL, junto ao nó com a Via Regional Interior (VRI), o polo 2 constituirá, segundo a APDL, uma plataforma “quer para tráfegos portuários, quer para as atividades logísticas de apoio ao consumo na Área Metropolitana do Porto”.

Neste polo encontram-se as instalações da empresa Luís Simões, ocupando dois dos 14 lotes previstos ao longo de duas naves de 10.000 metros quadrados cada uma e de um edifício para funções administrativas e operações de valor acrescentado com 1.500 metros quadrados de área de implantação.

Aqui se encontra também o lote atribuído à Espaçotrans, com uma área de 18.000 metros quadrados, e ficará ainda instalado o futuro Terminal Ferroviário Intermodal associado à Plataforma Logística.

De acordo com a APDL, a oferta a disponibilizar neste polo consta de armazéns modulares adaptáveis à necessidade de pequenos clientes, naves integrais para o aluguer de longa duração, concebidas à medida das necessidades dos clientes, e lotes infraestruturados aptos para a construção pelo cliente.

Quanto ao polo 1, adjacente aos silos agroalimentares e à área portuária, tem já concluído a obra de infraestruturas urbanísticas, estando em fase de construção as instalações destinadas à Zaldesa – Plataforma Logística de Salamanca, que ocupará parte de um dos 15 lotes previstos, dos quais já estão em fase de contratação mais de 50% da área total.

Este polo, adianta a APDL, proporcionará uma “localização privilegiada” para atividades portuárias de segunda linha, como a armazenagem e (des) consolidação de cargas.

“Este novo investimento contribuirá de forma decisiva para o desenvolvimento do Porto de Leixões, assim como para a Área Metropolitana do Porto, dadas as condições ótimas para a atração e fixação de polos logísticos e de distribuição”, considera a APDL, descrevendo a infraestrutura como “um dos investimentos estratégicos em destaque” naquele porto.

Segundo a administração portuária, a cerimónia de hoje, agendada para as 14:30, contará com a presença do Secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

Construído no final do século XIX quatro quilómetros a Norte da foz do rio Douro, no concelho de Matosinhos, e desde então por várias vezes alargado e melhorado, o Porto de Leixões é o segundo maior porto artificial do país e a maior infraestrutura portuária do Norte de Portugal.

De acordo com dados da APDL, Leixões representa 25% do comércio internacional português e movimenta cerca de 14 milhões de toneladas de mercadorias por ano, sendo escalado por cerca de três mil navios por ano com todo o tipo de cargas – dos têxteis aos granitos, vinhos, madeira, automóveis, cereais, contentores, sucata, ferro e aço, álcool, aguardente, açúcares, óleos, melaços, produtos petrolíferos – para além de navios de cruzeiro.