A poupança das famílias voltou a subir em agosto, pelo quarto mês consecutivo, progredindo 0,9 pontos para se fixar nos 77,0 pontos, segundo o indicador da APFIPP/Universidade Católica.

Em julho, o indicador tinha registado uma subida marginal (76,1 pontos face a 76 pontos em junho), sendo que em maio se tinha registado a primeira subida desde janeiro de 2015.

Em comunicado, a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP) e a Universidade Católica fazem notar que “as ligeiras variações do indicador APFIPP/Católica nos meses de julho e agosto não alteram a tendência de poupança das famílias, medida pela variação trimestral da série alisada”.

“Esta tendência entrou em território negativo em meados de 2012, embora continue desde essa data muito próxima de zero. Isto exprime que, em média, a tendência da poupança das famílias tem diminuído muito ligeiramente, em % do PIB [produto interno bruto], desde essa data”, referem.

Desde julho do ano passado que o indicador de poupança da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP)/ Universidade Católica vinha apresentando aumentos mensalmente até que em outubro registou uma queda face ao mês anterior, tendo depois voltado a subir até nova descida em fevereiro, que se foi prolongando até abril.

Propondo-se antecipar a evolução da taxa de poupança das famílias portuguesas expressa em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), corrigida da sazonalidade, o indicador inclui os dados do Instituto Nacional de Estatística (já de acordo com o novo Sistema Europeu de Contas, o SEC2010, e com a nova base 2011) e da poupança financeira do Banco de Portugal.

O indicador de poupança assumiu o valor 100 no último trimestre de 2000 quando a taxa de poupança foi de cerca de 8% do PIB.

Assim, cada 12,5 pontos do indicador representam cerca de 1% do PIB. Quando o indicador atinge o valor 125, a poupança das famílias é cerca de 10% do produto.