O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou nesta segunda-feira que o secretário-geral do PS, António Costa, defendeu no passado que PS e PSD deviam “oferecer condições recíprocas de governabilidade” e abster-se em “instrumentos fundamentais de governação” como o Orçamento.

Num comício em Faro, o também vice-primeiro-ministro voltou a atacar António Costa por ter dito que votaria contra um Orçamento do Estado de PSD e CDS-PP em caso de a coligação ganhar as eleições e usou uma citação do líder socialista quando era comentador televisivo, em 2011.

“Sabem o que dizia o doutor António Costa comentador, antes de ser secretário-geral do PS? Eu vou passar a citar. Aspas: “A ideia é que – para haver as condições de governabilidade em Portugal, PS e o PSD devem oferecer condições reciprocas de governabilidade, por regra, abstendo-se em instrumentos fundamentais de governação'”, afirmou. “Estavam a falar do Orçamento do Estado. É possível evoluir, mas o doutor António Costa evoluiu para bem pior”, sublinhou, acrescentando que a citação é de 3 de outubro de 2011, e “está no youtube”.

Para Paulo Portas, a ideia de votar contra o Orçamento é um “radicalismo” que não agrada ao “eleitorado central” português, porque “diz que vota contra um orçamento sem o conhecer e está, não apenas a tomar uma posição radical, mas a desperdiçar a oportunidade de melhorar esse Orçamento com as suas próprias propostas”.

Segundo Portas, “António Costa está disposto a forçar instabilidade apenas para poder radicalizar o discurso e dizer que vota contra o Orçamento, que é a lei de meios, que permite a um executivo executar as suas tarefas”.