Existem atualmente 1.4 mil milhões de equipamentos Android, um número gigantesco que representa 83% do mercado dos smartphones (contra os 14% que correm iOS). O anúncio foi feito por Sundar Pichai, o diretor executivo da Google, no dia em que a empresa apresentou dois novos modelos Nexus, uma nova versão do Chromecast e o primeiro tablet inteiramente desenvolvido pela Google. O evento decorreu na tarde desta terça-feira em São Francisco (Califórnia, EUA) e foi transmitido em direto, claro, pelo YouTube.

Nexus 5X

A Google ressuscitou o modelo de 5.2 polegadas, depois de no ano passado ter apostado tudo no (grande) Nexus 6 construído pela Motorola. Este ano, mudaram também os fabricantes.

O 5X é produzido pela LG, tem uma câmara principal com 12 MP e a frontal de 5 MP e um ecrã Full HD com vidro Gorilla Glass 3. Tem 2 GB de RAM, memória interna de 16 ou 32 GB e um processador Qualcomm Snapdragon a 1.8 GHz. Com uma bateria de 2700 mAh, a Google garante autonomia para um dia inteiro.

O novo 5X abandona a típica ficha micro USB e segue a nova tendência de mercado, a ligaçao USB Tipo-C, que é reversível (encaixa em qualquer posição, como o Thunderbolt da Apple — que também já adotou a ficha Tipo-C nos novos MacBook) e garante maior capacidade de carga: com apenas 10 minutos garante 4 horas de autonomia.

Nexus 6P

O 6P passa a ser o smartphone premium da Google. Produzido pela Huawei, tem 5.7 polegadas e o corpo é construído com um alumínio muito resistente, utilizado na indústria aeroespacial.

O ecrã é QHD com vidro Gorilla Glass 4, a câmara principal tem 12 MP e a frontal 8 MP. A memória interna terá três versões, 32, 64 e 128 GB, um processador Qualcomm Snapdragon a 2.0 GHz e 3 GB de RAM.

A bateria acompanha o tamanho do equipamento e terá capacidade de 3450 mAh. E tal como o Nexus 5X, vem equipado com a nova ficha USB Tipo-C, de carregamento rápido.

Ambos os modelos ainda não têm data de lançamento em Portugal, nem tão pouco são conhecidos os preços. Mas sabe-se que já irão trazer instalados o novo Android 6, ou M (de Marshmallow).

Android M

O sistema operativo móvel da Google Android 6.0 já tinha sido anunciado em maio e esta terça-feira foi apresentado com mais detalhe. Entre as novidades, a Google destaca o Now on Tap, um sistema inteligente de apresentação de cartões, está preparado para o desbloqueio através de impressão digital, oferece melhor autonomia e, função muito aguardada, permitirá uma gestão mais detalhada das permissões atribuídas a cada aplicação.

A grande vantagem dos modelos que correm a versão nativa do Android é a rapidez da adoção das novas versões. O Android 6.0 estará disponível em primeiro lugar para os modelos Nexus já no mercado, com a distribuição (rollout) a acontecer a partir da próxima semana. As marcas que utilizam o Android modificado (LG, Samsung, Motorolla, Sony, etc.) irão precisar de algum tempo para a respetiva adaptação do sistema operativo, estando previsto que até ao final do ano as grandes marcas comecem a distribuir as respetivas versões do Android M.

Pixel C

É a primeira vez que a Google assume sozinha a construção de um tablet. O novo Pixel C tem 10 polegadas, um teclado portátil e a nova ficha USB Tipo-C. É uma máquina com 3 GB de RAM, 32 ou 64 GB de armazenamento e um processador NVIDIA de oito núcleos. E, claro, corre o novo Android M.

Apresenta-se, sem modéstia, para concorrer no segmento competitivo do Surface e do iPad Pro. O preço e data de lançamento ainda estão por conhecer.

Chromecast

Os novos dispositivos da Google contêm mais que uma nova (e atraente) aparência. Um junta à imagem (fotos e vídeos) a possibilidade de passar para o ecrã da televisão os jogos e o outro — uma novidade — permite transferir música para a aparelhagem, ou diretamente para as colunas, desde que estas tenham uma entrada auxiliar (ficha jack 3,5 mm). É uma solução já disponível online por uns acessíveis 39€.

O Chromecast foi lançado no verão de 2013. Trata-se de um dispositivo muito pequeno que se liga à televisão, através do qual é possível projetar (transferir) som e imagem a partir de dispositivos móveis (aplicações para smartphones ou tablets) e através do browser Chrome. Veja aqui a análise que fizemos da primeira versão da “pen” multimédia da Google.