Beleza e Bem Estar

Farto da chuva? 10 dicas para curar a depressão de inverno

556

Excesso de sono, cansaço extremo e irritação. Se se identificou com estes sintomas, é provável que precise de apanhar sol. Reunimos algumas dicas para dar luz a estes dias cinzentos.

Em dias de chuva, nem o chapéu mais colorido consegue dar vida a um tempo tão cinzento. Mas existem formas de contrariar o mau-humor típico do inverno (sem ser mudar-se para o outro hemisfério).

iStock

Autor
  • Sílvia Silva

Conhece aquela sensação de bem-estar depois de apanhar sol numa esplanada? A exposição à radiação UV dá-nos um ânimo natural e estimula a libertação de substâncias (como a serotonina, dopamina e beta-endorfinas) que nos fazem sentir bem. No entanto, quando os dias cinzentos chegam, somos quase obrigados a refugiar-nos em casa para evitar a chuva e o frio. Há mesmo quem se sinta desanimado, deprimido e sem energia, numa condição conhecida entre a comunidade médica como Seasonal Affective Disorder, ou simplesmente Winter Blues.

Como há menos luz — em termos de intensidade e duração — é normal que se sinta mais “em baixo” porque o sol suprime hormonas (como a melatonina) que nos fazem sentir excessivamente preguiçosos. A luz solar tem mais do que um impacto no estado psicológico e controla quase na totalidade o relógio biológico. Em resumo, toda a gente tem aquilo que se chama ritmo circadiano (afeta os níveis de sono, apetite e energia), ritmo esse que é influenciado pela luz do sol.

Porque somos tão influenciados pelo sol?

Quando os nossos antepassados começaram a evoluir, viviam em função do nascer e do pôr-do-sol. Desta forma, o nosso relógio interno evoluiu para que se desligue quando começa a escuridão e volte a arrancar em resposta à luz solar.

“O nosso relógio biológico é mantido num horário de 24 horas por dia pelo surgimento e pelo desaparecimento da luz. Sem sinais de luz solar e escuridão, o seu horário de sono/vigília avançaria uma hora todos os dias”, escreve o médico Michael F. Holick no livro Vitamina D, agora publicado em Portugal.

Assim, é normal que sinta mudanças nos dias escuros de outono e inverno. “O seu impulso de hibernação fá-lo querer comer mais e sentir-se menos enérgico”, explica o especialista. Entre os vários sintomas da apelidada “depressão de inverno” podem contar-se o excesso de sono durante o dia e o cansaço extremo durante a tarde, aliado a uma diminuição da capacidade de concentração. A perda de interesse no trabalho, mau-humor, irritação e desejo de açúcar também não ficam de fora.

dawn-nature-sunset-woman

A luz solar controla quase na totalidade o relógio biológico da sua vida desde os padrões de sono até à temperatura corporal. © VisualHunt

É uma das pessoas cujo estado de espírito se agrava durante estes meses? Deve passar mais tempo ao sol para aumentar os seus níveis de vitamina D, melhorar o seu ritmo circadiano e humor. Para o ajudar, reunimos um conjunto de dez dicas capazes de minimizar a depressão de inverno:

  • Apanhe o máximo de luz natural possível. Quando estiver sol, passe todo o tempo que puder ao ar livre. No início da manhã, a luz solar pode ajudar a calibrar o seu ritmo circadiano.
  • Aproveite a luz solar durante 10 a 15 minutos para acordar o seu relógio biológico. Quando se sentir sonolento no trabalho e o seu corpo não cooperar, deve estimulá-lo com uma simples saída à rua.
  • Trabalha num escritório? Arranje lugar perto de uma janela para evitar períodos de cansaço extremo acompanhados de diminuição de energia e da capacidade de concentração.
  • Seja ativo e pratique exercício físico no exterior. A melhor cura para desequilíbrios do ritmo circadiano é a exposição à luz brilhante, de preferência, logo pela manhã.
  • Mantenha as cortinas abertas tanto quanto possível quando estiver em casa durante o dia e não poupe na eletricidade — nos dias que estão sempre encobertos, acenda todos os candeeiros que tiver.
  • Previna turnos de trabalho prolongados com horas excessivas e pausas pequenas, que alterem o seu ritmo circadiano.
  • Estabeleça uma hora regular para dormir e outra para acordar. Durante o fim de semana, mantenha esses horários.
  • Recorra a um tratamento de luz brilhante se os seus problemas de sono se tornarem crónicos. Por exemplo, se tem dificuldades em adormecer poderá redefinir o seu relógio biológico se tomar o pequeno-almoço em frente a uma caixa de luz.
  • Evite turnos rotativos que desregulem o seu relógio biológico. É mais difícil lidar com alterações de horário do que trabalhar no mesmo turno por períodos prolongados.
  • Aprecie o inverno. Obrigue-se a sair de casa e programe atividades ao ar livre. Nem só de verão e praia vive a natureza.

1507-1

O livro foi editado pela Marcador e custa 18,95€.

Texto editado por Ana Dias Ferreira.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Crónica

Na Caverna da Urgência

António Bento

A principal queixa do homem contemporâneo é a de uma permanente e estrutural sensação de «falta de tempo». Há uma generalização da urgência a todos os domínios da experiência e da existência moderna.

CDS-PP

O governo merece uma censura /premium

João Marques de Almeida

Se o Presidente, o PM e os partidos parlamentares fossem responsáveis e se preocupassem com o estado do país, as eleições legislativas seriam no mesmo dia das eleições europeias, no fim de Maio. 

Arrendamento

A coisa /premium

Helena Matos

Programas para proprietários que antes de regressarem à aldeia entregam ao Estado as suas casas para arrendar. Torres com 300 apartamentos. O arrendamento tornou-se na terra da intervenção socialista

Médicos

Senhor Dr., quanto tempo temos de consulta?

Pedro Afonso

Um dos aspetos essenciais na relação médico-doente é a empatia. Para se ser empático é preciso saber escutar. Ora este é um hábito que se tem vindo a perder na nossa sociedade, e nas consultas médicas

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)