O Comité Olímpico da Austrália (AOC) proibiu na quarta-feira os seus atletas de entrarem nas favelas do Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos que vão disputar-se cidade brasileira entre 5 e 21 de agosto.

A proibição, anunciada pela chefe da missão australiana para os Jogos, Kitty Chiller, levou já o prefeito do Rio, Eduardo Paes, a considerar que o AOC “está a agredir o Brasil”.

Apesar de referir que o Rio de Janeiro “tem feito bastantes progressos” e de garantir que os atletas australianos “estão ansiosos por competir no Brasil”, Kitty Chiller explica que a proibição de visitar favelas é uma medida de segurança necessária.

“Vamos ter uma comitiva de 450 atletas, não há maneira de controlar todos”, disse Kitty Chiller, garantindo que teve em conta os conselhos de um perito em segurança que acompanhará a comitiva australiana.

“Ele disse que seria impossível os atletas visitarem as favelas, por ser impossível controlar um tão grande número de atletas, em diferentes locais”, explicou Kitty Chiller.

Este não é o primeiro incidente entre o Brasil e a Austrália, uma vez que em setembro de 2013 o presidente do AOC, John Coates, criticou a lentidão das obras e afirmou que a preparação para os Jogos estava a ser a pior a que tinha assistido.