A justiça brasileira bloqueou um financiamento público ligado aos trabalhos do complexo Deodoro, que acolherá 11 provas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, por suspeita de fraude, revelou esta quarta-feira fonte judicial à AFP.

Um tribunal do Rio de Janeiro suspendeu o pagamento de 128,5 milhões de reais (cerca de 31 milhões de euros) do banco público Caixa Económica Federal ao consórcio responsável pela obra, formado pelas empresas BTP OAS e Queiroz Galvão.

De acordo com as informações reveladas pelo Ministério Público Federal à agência noticiosa, as duas sociedades estão a ser acusadas de fraude na documentação dos trabalhos de terraplanagem do percurso de slalom de canoagem, inaugurado em novembro.

Contactada pela AFP, a Caixa Económica Federal confirmou que os pagamentos ao consórcio foram suspensos e que novas medidas serão tomadas se necessário.

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A prefeitura do Rio de Janeiro informou que, caso o inquérito revele provas de pagamentos irregulares, estes últimos serão anulados, mas assegurou que o decurso dos trabalhos não será afetado, uma vez que o circuito de slalom já foi testado e entregue ao Comité Organizador.

O complexo de Deodoro terá nove instalações desportivas e acolherá as competições de râguebi de sete, hóquei em campo, BTT, BMX, pentatlo moderno, tiro e canoagem, assim como alguns jogos de basquetebol. Apenas o centro de tiro e o centro hípico estão ainda em construção, estando a sua entrega prevista para o fim de abril. A renovação do centro de tiro está a ser feita pelo mesmo consórcio que construiu o percurso de slalom.