O chefe da diplomacia polaca, Witold Waszczykowski, considerou esta sexta-feira a Federação Russa uma ameaça maior para a Europa do que a representada pelo grupo que se designa por Estado Islâmico, que é “muito séria”, mas “não existencial”.

Durante um debate sobre o futuro da NATO, na conferência anual sobre segurança GlobSec, que abriu esta sexta-feira na capital eslovaca, Waszczykowski afirmou: “É evidente que a atividade da Rússia é uma espécie de ameaça existencial, porque essa atividade pode destruir países”.

O ministro polaco acrescentou que há “também ameaças não existenciais, como o terrorismo, como as grandes vagas de migrantes”.

Sobre o grupo Estado Islâmico, disse que é uma ameaça muito séria, mas que “não é uma ameaça existencial para a Europa”, segundo o relato feito pela agência noticiosa polaca PAP.

Reafirmando a sua esperança de ver a cimeira da NATO, prevista para julho, em Varsóvia, reforçar a presença das forças de diferentes países membros da aliança na zona oriental, Waszczykowski classificou-a como “um símbolo da (sua) determinação de defender o flanco oriental”, prontificando-se para “discutir a escala” do reforço.

O reforço da capacidade defensiva coletiva vai ser o ponto principal do programa da cimeira, sublinhou, por seu lado, o seu homólogo checo, Martin Stropnicky, relativizando porém que “a Rússia não deve ser isolada”.

A região do Mar Báltico, onde “a Rússia está a testar as capacidades defensivas da NATO”, tornou-se aparentemente um foco de tensão, com os países membros da Aliança Atlântica da região confrontados com uma pressão russa acrescida, relevou Stropnicky, segundo a agência noticiosa checa CTK, enquanto a Suécia e a Finlândia estão submetidas a uma forte propaganda russa.