Ilustração

Quem é Mário Miranda, o luso-indiano “doodle” da Google?

Um dos cartoonistas mais famosos na Índia faria esta segunda-feira 90 anos. O motor de pesquisa Google não passou ao lado da data e decidiu homenagear o artista luso-indiano.

Mário Miranda nasceu em Loutolin, Goa, quando a Índia estava sob domínio português.

Google

À semelhança do que já aconteceu no passado, o motor de pesquisa Google dedica esta segunda-feira um doodle ao artista luso-indiano Mário Miranda, um dos cartoonistas mais admirados e famosos na Índia. Miranda faleceu a 11 de dezembro de 2011, na cidade natal de Loutolim, em Goa, e se hoje estivesse vivo completaria uns sólidos 90 anos.

Dono de um estilo independente, Miranda é particularmente recordado pela forma como retratava a movimentada paisagem urbana de Bombaim. Os primeiros trabalhos do artista animaram as páginas de publicações como The Times of India e The Illustrated Weekly of India, entre outros jornais e até livros.

O doodle que esta segunda-feira está visível na página principal do Google ficou a cargo do também artista norte-americano Aaron Renier, igualmente conhecido por retratar multidões imensas. Ao motor de pesquisa que hoje celebra a arte do lusodescendente, Renier contou que se aproximou do trabalho de Mário Miranda ao fingir que estava a desenhar com ele. “Escolhi o seu estilo mais popular”, admitiu.

Estilo(s) é coisa que nunca lhe faltou ao longo de uma carreira de aproximadamente cinco décadas. Seja disso exemplo o artigo em que o Huffington Post recorda alguns dos seus desenhos: trata-se de uma ínfima seleção dos muitos trabalhos em que Miranda deitou a mão, não fosse ele protagonista de exibições a solo em 22 países, incluindo os Estados Unidos da América, Japão, Brasil, França, Austrália e ainda Portugal.

De referir ainda que não é apenas o Google que presta homenagem ao cartoonista: também esta segunda-feira um amigo próximo do artista e curador da Mario Gallery, Gerard da Cunha, lança um livro intitulado A Vida de Mario – 1949, que faz parte de uma série da qual já constam os volumes “1950” e “1951”.

Foi precisamente Gerard da Cunha quem contou ao The Indian Express que Miranda passava muito tempo em tabernas de modo a observar as pessoas: “Ele gostava de boa comida e de vinho tinto, mas fazia tudo com moderação. Ele observava pessoas em todo o lado — nos Correios, na paragem do autocarro, nos casamentos e nos restaurantes. Ele era um mestre a documentar a vida social”.

Mário Miranda recebeu postumamente o título Padma Vibhushan, a segunda maior condecoração civil da Índia, sendo que durante a presidência de Cavaco Silva foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique.

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