Lembra-se do vídeo que se tornou viral nas redes sociais e que mostrava um grupo de raparigas a agredirem um rapaz na Figueira da Foz? Um ano depois da divulgação do vídeo, o processo conta já com duas acusações por ofensas à integridade física qualificada, uma menor sob medida tutelar de acompanhamento educativo e dois processos acabaram suspensos, avança esta segunda-feira a TSF.

O caso foi divulgado a 13 de maio e mostrava, durante 13 minutos, um adolescente a ser agredido por raparigas que lhe davam bofetadas e o insultavam. Havia também rapazes no grupo. A vítima não reagia.

O vídeo foi colocado no Facebook da PSP, como forma de comentário a uma publicação e depressa se tornou viral. Ao tomarem conhecimento do crime, os pais da vítima acabaram por deslocar-se à PSP para apresentar queixa. A vítima, de 16 anos, explicou às autoridades que o vídeo tinha sido feito no ano anterior durante as férias escolares.

Na altura a PSP identificou oito suspeitos: quatro maiores de 16 anos, com idade para serem julgados, e quatro menores de 16 anos. Foram, assim, abertos quatro processos-crime e quatro processos tutelares educativos.

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Um ano depois da divulgação do vídeo, e segundo a Procuradoria-Geral da República explicou à TSF, dos inquéritos criminais um acabou com uma acusação contra dois arguidos pelo crime de ofensa à integridade física qualificada, o outro suspenso por quatro meses. Se, durante este período, os arguidos tiverem algum comportamento violento, serão acusados. Se não ficam livres do processo.

Quantos aos inquéritos tutelares educativos, aplicáveis a adolescentes entre os 12 a 16 anos, num deles uma menor foi sujeita a medida tutelar de acompanhamento educativo por dois anos. Ou seja, a segunda medida mais grave prevista na Lei Tutelar Educativa, depois do internamento. O outro inquérito tutelar educativo, relativo a três menores, suspenso provisoriamente por seis meses. Será reaberto se as visadas cometerem algum crime.