Bretagne, o último cão vivo da equipa cinotécnica de resgate de reféns enviado para os escombros do World Trade Center, morreu esta segunda-feira pouco depois de completar dezasseis anos. A cadela foi um dos mais de trezentos membros da equipa norte-americana que vasculhou as toneladas de cimento, ferro e poeiras nocivas em busca de sobreviventes, após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Denise Corliss, também ela uma das mulheres que participou nas operações de resgate após os atentados nos Estados Unidos, era a dona de Bretagne e contou ao USA Today que a cadela estava “muito ansiosa à noite e só queria estar comigo”. Denise deitou-se ao lado de Bretagne e passou a noite inteira com a heroína de quatro patas. Na tarde seguinte, a golden retriever morreu.

Bretagne (que se pronuncia “Britany”) também participou nas equipas de salvação dos furacões Katrina, Rita e Ivan. Foi por isso que os representantes da equipa ” Texas Task Force 1″ e a equipa de bombeiros voluntários de Cy-Fair prestaram condolências à cadela, que foi depois deixada no Hospital de Animais de Fairfield embrulhada numa bandeira norte-americana. “Só porque ela é uma K9 não significa que seja menos parte da nossa equipa”, realçou o capitão David Padovan.