Desde o ano passado, quando foi assinado o acordo para introduzir os medicamentos mais inovadores para a hepatite C, já iniciaram tratamentos 7.676 doentes. Desses, 2.702 conseguiram já curar-se e apenas em 108 casos o tratamento foi malsucedido. A taxa de sucesso ronda os 96%, uma vez que o número de doentes que já concluiu o tratamento está nos 2.810. A manter-se este ritmo de tratamentos e esta taxa de sucesso, até fevereiro do próximo ano poderão estar curados cerca de metade dos doentes, noticia o DN.

Estes números vêm assim confirmar aquela que era a taxa de sucesso já relatada aquando do anúncio do acordo do Governo com a farmacêutica Gilead para a introdução no SNS dos medicamentos mais inovadores disponíveis no mercado para o tratamento da hepatite C: o Sovaldi (sofosbuvir) e o Harvoni (sofosbuvir+ledispavir).

Os tratamentos duram três a seis meses e são precisos esperar mais três [após o fim da medicação] para ter o resultado final. Acredito que até ao final do ano poderemos ter 10 mil tratamentos iniciados. Esperamos que dentro seis a nove meses tenhamos cerca de oito mil portugueses curados. Os resultados são extraordinários, semelhantes aos dos ensaios clínicos. Não há quase nenhum doente que não fique curado“, diz Rui Tato Marinho, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Gastroenterologia, salientando que a investigação permitiu pela primeira vez matar um vírus. O especialista alerta porém que, “apesar da eliminação do vírus, numa pessoa com cirrose o risco de cancro mantém-se”.

E se extrapolarmos os resultados já alcançados ao número de doentes que já iniciaram tratamentos, poderão estar curados entre o final deste ano e fevereiro do próximo 7.300 doentes, cerca de metade dos pacientes que estão inscritos nos hospitais do SNS, segundo os números transmitidos no ano passado pelo Governo, escreve o mesmo jornal.

No final do ano passado tinham iniciado tratamento 5.322 doentes e na segunda-feira passada a contagem já ia em 7.676, segundo o mesmo jornal. A este ritmo de 400 novos doentes por mês a iniciarem tratamento será possível chegar ao final do prazo do acordo – que termina em fevereiro do próximo ano – com cerca de 10.500 doentes já tratados ou em tratamento.