Os partidos da direita aproveitaram os encontros desta segunda-feira com o Presidente da República para expressarem a sua preocupação com o panorama económico no país, atirando responsabilidades ao atual Governo. No CDS, Assunção Cristas disse que a solução das esquerda não está a “fazer nada de bem à economia”, enquanto o PSD diz que “os resultados são contrários” aos que o Executivo tinha prometido, mas sem ver sinais de crise política no horizonte.

A garantia deixada em Belém, perante os jornalistas, pela vice-presidente do PSD Sofia Galvão soou a pressão sobre a esquerda: “Não vemos nenhum cenário de crise política no horizonte. Quando há maiorias no Parlamento não há razões para se pensar em crises políticas”. Aliás, o PSD sublinha que a posição vale para tudo, incluindo para o Orçamento do Estado para o próximo ano: “Há uma solução de Governo que tem suporte na Assembleia da República e é essa maioria que tem de apresentar o próximo Orçamento e explicar ao país como tenciona executá-lo”.

O que “preocupa” o PSD nesta fase é que “o crescimento não arranca” e “sem a banca a funcionar em condições de financiar a economia, não há capacidade de ter o desempenho de que Portugal precisa”.

Nesta altura já é possível perceber que os resultados da política económica são contrários aos que o governo tinha prometido”, afirmou Sofia Galvão

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O alerta do CDS vai no mesmo sentido. Assunção Cristas foi manifestar a mesma preocupação ao Presidente da República: “Estas políticas com esta solução das esquerdas unidas não nos parece estar a fazer nada bem à economia e à vida dos portugueses no médio e longo prazo”. A líder do CDS fintou questões sobre a solidez da solução governativa e também as que insistiam sobre uma abertura do CDS para fazer parte de uma solução governativa com o PS. “Não vou estar a comentar nenhum cenário que não está em cima da mesa”.

Cristas quis antes centrar o discurso na falta de “condições de confiança para atrair investimento” para o país, acusando também o Governo de estar “a empurrar com a barriga despesa que se vai transformar em dívidas” — e aqui apontou para a execução orçamental deste ano, sobre a qual questiona se existe “um corte efetivo e sustentável na despesa pública”.