O ciclista Nélson Oliveira disse, em Coimbra, que o seu objetivo na participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 é ficar entre os 10 primeiros classificados na prova de contrarrelógio.

“O meu objetivo 100% é no contrarrelógio. Conquistar uma medalha não é uma obsessão e espero, se tudo correr bem, ficar nos dez primeiros. Tudo o vier daí é sempre bom”, disse o campeão nacional de contrarrelógio.

Nélson Oliveira falava aos jornalistas na unidade de investigação da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial, onde apresentou o equipamento da seleção olímpica de ciclismo e realizou um teste laboratorial de simulação das condições ambientais (temperatura e humidade relativa) do Rio de Janeiro.

O ciclista, que parte na quinta-feira para o Brasil, vai disputar a prova de estrada, juntamente com Rui Costa, André Cardoso e José Mendes, e o contrarrelógio, em que será o único português a participar, a 06 e 10 de agosto, respetivamente.

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“O percurso do contrarrelógio é bastante complicado, com duas/três subidas bastante duras e a distância muito grande”, salientou Nélson Oliveira, que se vai preparar para os impactos das condições climáticas em Coimbra, através de uma parceria da Federação Portuguesa de Ciclismo e a Universidade de Coimbra.

O novo equipamento, que vai ser apenas usado nas provas de contrarrelógio e BTT, é ajustado às características morfológicas de cada atleta, confere maior conforto e tem um peso 20% inferior aos anteriores.

“Este fato é bastante melhor na aerodinâmica e o tecido é totalmente diferente, mais fresco”, disse o atleta, que realizou um teste laboratorial de simulação das condições ambientais (temperatura e humidade relativa) do Rio de Janeiro, numa câmara térmica criada para o efeito.

Segundo o professor Amândio Santos, da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, o objetivo é “estudar os impactos das condições climáticas no corpo do atleta e que exigências cria e de que forma é que pode dificultar a performance”.

“O nosso objetivo é dar mais instrumentos aos treinadores e aos atletas para que de facto consigam debelar os problemas que se vão encontrando ao longo da preparação. Nestes Jogos Olímpicos temos condições ambientais extremamente exigentes, com humidade bastante alta”, disse o académico.

A preparação na caixa térmica passa por ajudar os atletas a adaptarem-se às condições que vão encontrar, de forma a que saibam fazer face à desidratação e não sejam prejudicados na sua performance desportiva.