As Nações Unidas criticaram esta segunda-feira a decisão do primeiro-ministro iraquiano de acelerar a aplicação da pena de morte, afirmando que a medida contribuirá somente para “acelerar a injustiça”.

Haider al-Ababi ordenou, em julho, a formação de um comité para identificar a origem dos atrasos na aplicação da pena capital e formular recomendações para acelerar os processos.

“Tendo em conta a falibilidade do sistema judicial iraquiano e da situação atual no Iraque, estou seriamente preocupado que pessoas inocentes tenham sido e continuem a ser condenadas e executadas”, declarou o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, em comunicado.

“As execuções consecutivas e aceleradas não fazem nada se não acelerar a injustiça” afirmou al-Hussein, acrescentando que “a vingança não é justiça”.

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A ONU verificou “uma falta de respeito aos processos e padrões de um julgamento justo, incluindo o uso de tortura para extrair confissões”.

O Iraque tem sido alvo de várias críticas por parte de diplomatas e organizações de defesa dos direitos humanos.

Em reação a um atentado que fez mais de 320 mortos, em julho, o Ministério da Justiça anunciou a execução de cinco pessoas.