Os prejuízos da Oi agravaram-se no primeiro semestre, face a igual período de 2015, para 2.300 milhões de reais (655 milhões de euros, à taxa de câmbio atual), anunciou a operadora de telecomunicações brasileira.

Este valor compara com os prejuízos de 856 milhões de reais (244 milhões de euros) registados nos primeiros seis meses de 2015.

No segundo trimestre, o resultado líquido foi negativo em 656 milhões de reais (cerca de 187 milhões de euros).

“Neste trimestre, a Oi registou um prejuízo das operações continuadas de 656 milhões de reais face ao prejuízo de 442 milhões de reais no segundo trimestre de 2015, devido ao menor patamar de EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações] e ao aumento das despesas com imposto de renda e contribuição social, explicado principalmente pela redução do IR/CS diferido (sem efeito caixa) sobre a variação cambial das operações financeiras”, refere a operadora, que se encontra em recuperação judicial, em comunicado.

“A comparação do lucro consolidado está impactada pelo resultado das operações descontinuadas relativas à PT Portugal”, no segundo trimestre de 2015.

O grupo Altice comprou a PT Portugal em junho do ano passado.

Nos primeiros seis meses do ano, as receitas da Oi ascenderam a 13.279 milhões de reais (cerca de 3.785 milhões de euros), uma quebra de 3,9% face ao primeiro semestre de 2015.

No segundo trimestre, a receita consolidada “totalizou 6.524 milhões de reais (cerca de 1.859 milhões de euros), uma redução de 3,8% em relação ao segundo trimestre de 2015 e de 3,4% ma comparação com o primeiro trimestre” deste ano, adianta a Oi.

As receitas das operações brasileiras caíram 3,5% no segundo trimestre para 6.323 milhões de reais (1.802 milhões de euros) devido “principalmente à deterioração macroeconómica, com impacto especialmente no pré-pago e no B2B”, entre outros fatores.

Já a receita das outras operações internacionais, que incluiem África e Timor Leste, ascendeu a 202 milhões de reais (57 milhões de euros), uma quebra de 12% em termos homólogos.

O EBITDA recuou 18,1% no semestre, para 3.201 milhões de reais (cerca de 912 milhões de euros), enquanto no segundo trimestre a queda foi de 21,9%.

A dívida subiu 19,5% para 41.386 milhões de reais (11.798 milhões de euros). A operadora explica que este aumento foi impactado “principalmente pelo pagamento da última parcela da licença 3G e das rescisões” dos trabalhadores, além do investimento em capital circulante e pagamento de depósitos judiciais.

A Oi adianta que “segue com o seu plano estratégico focado em digitalização, convergência, dados, controlo de custos, e melhor experiência do cliente, e mostra avanços operacionais nos seus segmentos de negócio, com destaque para o segmento residencial”.