Num discurso difundido na televisão na segunda-feira, a Presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, defendeu que a implantação do sistema antimísseis norte-americano THAAD (Terminal High Altitude Area Defence) em território sul-coreano era um ato de “autodefesa”, em resposta ao programa norte-coreano de desenvolvimento de mísseis nucleares.

“Isto não é mais do que uma desculpa esfarrapada. Ninguém vai acreditar nas falácias de um boneco que não faz nada sem o acordo dos seus mestres norte-americanos”, disse um porta-voz do comité norte-coreano para a reunificação pacífica da Coreia. “Não são mais do que disparates pronunciados por uma psicopata”, acrescentou num comunicado difundido pela agência oficial KCNA.

A Coreia do Norte ameaçou recorrer a “ações físicas” para se opor à implantação prevista do sistema antimísseis THAAD na Coreia do Sul em 2017. Seul e Washington anunciaram no início de julho a decisão de instalar o sistema THAAD, após os mais recentes testes nucleares e com mísseis balísticos, levados a cabo pela Coreia do Norte.

O plano para instalar aquele poderoso sistema, que lança projeteis capazes de destruir os mísseis inimigos, levou a duras críticas de Pequim e Moscovo, que consideram que este fortalecerá a capacidade militar dos EUA na região. Pequim vê nesta decisão uma ameaça para o seu território, e uma causa de agravamento das tensões na península.

O chefe de Estado-maior do exército norte-americano, general Mark Milley, abordou a questão na terça-feira durante um encontro com o seu homólogo chinês Li Zuocheng, em Pequim, afirmando que o sistema não representa uma ameaça para a nação chinesa.