O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez esta terça-feira a sua estreia a solo na campanha democrata para as eleições presidenciais de novembro, classificando como “injustas” as críticas feitas a Hillary Clinton.

É bom estar de volta à campanha” disse Obama perante uma multidão em Filadélfia, enquanto defendia a candidatura de Hillary Clinton e a importância de mais quatro anos de Governo democrata no país.

“Embora já tenha feito a minha última campanha, vou trabalhar o máximo que puder este outono para eleger Hillary Clinton”, declarou, acrescentando: “E não estou aqui a cumprir um papel, eu quero mesmo, mesmo, mesmo eleger Hillary Clinton”.

Obama falava numa cidade que será fundamental para decidir a corrida presidencial na Pensilvânia – um estado em que a vitória é determinante para o candidato republicano, Donald Trump.

A corrida ali poderá ser decidida pelo facto de a coligação Obama – eleitores jovens, negros e hispânicos – ir votar ou não.

Obama surge na campanha quando Hillary Clinton, de 68 anos, se viu obrigada a abandonar as viagens pelo país devido a uma pneumonia que levantou outras questões acerca da sua saúde.

O chefe de Estado frisou que Clinton tem “sido sujeita a maior escrutínio público e a mais críticas injustas que qualquer outra pessoa”, e acusou a imprensa de facilitar a vida ao seu adversário, o multimilionário Donald Trump.

Os nossos padrões para o que é normal mudaram: Donald Trump todos os dias diz coisas que costumavam ser encaradas como desqualificando-o para ser Presidente. E, contudo, porque ele as repete uma e outra e outra vez, a imprensa simplesmente desiste”, comentou Obama.

O atual ocupante da Casa Branca percorreu uma lista de feitos – do resgate da economia ao assassínio de Usama bin Laden – e defendeu que os republicanos da atualidade são indignos de liderar o partido de Abraham Lincoln e Ronald Reagan.

E ainda troçou da aprovação de Trump da política do líder russo, Vladimir Putin.

Conseguem imaginar Ronald Reagan a idolatrar alguém assim? Ele via a América como uma cidade resplandecente no cimo de um monte, Donald Trump chama-lhe um cenário de crime antagónico”, rematou.