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Jerónimo Martins

Lucros da Jerónimo Martins sobem 98,9% até setembro para 502 milhões de euros

Os resultados líquidos da Jerónimo Martins subiram 98,9% nos primeiros nove meses deste ano, face a igual período do ano passado, para 502 milhões de euros.

A venda da Monterroio - Industry & Investments B.V. "implicou receber um montante de 310 milhões de euros e gerou ganhos adicionais"

ESTELA SILVA/LUSA

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  • Agência Lusa

Os resultados líquidos da Jerónimo Martins subiram 98,9% nos primeiros nove meses deste ano, face a igual período do ano passado, para 502 milhões de euros, anunciou esta sexta-feira a dona do Pingo Doce.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMMV), a Jerónimo Martins refere que:

Excluindo a contribuição da Monterroio, os resultados líquidos foram de 266,5 milhões de euros, representando um crescimento de 12% relativamente ao mesmo período do ano anterior”.

A conclusão, a 30 de setembro, da venda da Monterroio – Industry & Investments B.V. “implicou receber um montante de 310 milhões de euros e gerou ganhos adicionais, ao nível consolidado, de 224 milhões de euros, incluídos na linha de ‘itens’ não recorrentes”, refere a empresa.

As vendas do grupo Jerónimo Martins subiram 5,5% entre janeiro e setembro, para 10.378 milhões de euros e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) avançou 6,7% para 627 milhões de euros.

Na Polónia, as vendas totais da Biedronka cresceram 9,9% em moeda local, com um aumento de 8,7% das vendas LFL [‘like-for-like’], ou seja, vendas em lojas que operaram sob as mesmas condições no período em análise. Em euros, as vendas atingiram os 7.163,4 milhões de euros, uma subida de 4,8%.

Até ao final de setembro, a Biedronka inaugurou 50 lojas.

Ainda na Polónia, a Hebe registou vendas de 84,9 milhões de euros nos primeiros nove meses, uma subida de 18,2%, tendo sido inauguradas seis lojas, totalizando 141 unidades.

Em Portugal, as vendas do Pingo Doce subiram 4,7% nos nove primeiros meses do ano, para 2.628 milhões de euros.

As vendas do Recheio subiram, por sua vez, 5,5% para 663 milhões de euros.

No mercado colombiano, a Ara atingiu vendas de 162,3 milhões de euros, tendo aberto as suas primeiras lojas na região de Bogotá em setembro.

No período dos nove meses do ano, a Ara abriu um total de 41 unidades, totalizando 183 unidades.

O investimento do grupo Jerónimo Martins, nos primeiros nove meses do ano, foi de 295,1 milhões de euros, com cerca de 43% do total investido na Biedronka.

Neste terceiro trimestre, o desempenho de todas as companhias do grupo saiu reforçado pela dinâmica comercial dos trimestres anteriores e pela consistência do foco colocado nas vendas”, refere o presidente da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, citado no comunicado.

“A Biedronka deu continuidade ao seu programa de melhoria da proposta de valor e de diferenciação da oferta, que se traduziu no sólido crescimento do cabaz médio”, adiantou, apontando que o Pingo Doce “consolidou a sua posição de mercado e a sua liderança na preferência dos consumidores portugueses”.

No mercado colombiano, Pedro Soares dos Santos salientou a entrada da cadeia de supermercados Ara na região de Bogotá, “sendo encorajadora a aceitação” com que a marca foi acolhida pelos consumidores daquele país.

O desempenho dos primeiros nove meses do ano valida a estratégia definida e assegura a concretização dos objetivos a que nos propusemos para 2016″, concluiu o gestor.

Em termos de perspetivas até final do ano, a Jerónimo Martins adianta que o grupo vai manter a determinação em reforçar as posições de mercado das marcas.

Na Colômbia, a Ara irá investir na infraestrutura e na organização internas que lhe permitirão acelerar o seu plano de expansão, que inclui também, a partir de agora, a região de Bogotá. Este investimento está a originar um ligeiro aumento dos custos iniciais e, como tal, as perdas, ao nível de EBITDA, geradas este ano pela Ara e Hebe, já impactadas pelos câmbios, deverão ficar marginalmente acima do registado em 2015″, adianta o grupo.

“Ao nível do grupo, o capex não deverá ultrapassar 550 milhões de euros, valor que consistia no limite inferior do intervalo anteriormente indicado”, referiu.

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