Num relatório divulgado na sexta-feira, um grupo de especialistas das Nações Unidas conclui que o exército sírio utilizou armas químicas num ataque contra a localidade de Qmenas, na província de Idleb, no noroeste do país, a 16 de março de 2015, o terceiro do tipo num total de nove analisados.

“Condenamos, nos mais fortes termos, o desafio, por parte do regime de Assad, da norma internacional de longa data contra o uso de armas químicas e a abrogação das suas responsabilidades ao abrigo da Convenção de Armas Químicas, à qual aderiu em 2013”, afirmou o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos Ned Price.

“O regime sírio violou a Convenção de Armas Químicas e a resolução 2118 do Conselho de Segurança da ONU ao usar cloro como arma contra o seu próprio povo”, afirmou o mesmo responsável, em comunicado.

O porta-voz referiu ainda que os Estados Unidos vão continuar a trabalhar com os seus aliados para que os responsáveis possam prestar contas.

“Instamos todos os Estados-membros da ONU e signatários da Convenção de Armas Químicas, incluindo a Rússia e o Irão, que continuam a realizar operações militares em nome do regime de Assad, a apoiar inequivocamente esses esforços e a manter o compromisso comum para com a norma internacional contra o uso de armas químicas”, disse.

“Juntos, temos de enviar uma forte sinal de que o uso de armas de destruição em massa não vão ser tolerados pela comunidade internacional”, concluiu Ned Prince.

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França já pediram sanções contra os autores de ataques com armas químicas na Síria, nomeadamente contra o regime do Presidente, Bashar al-Assad.

Mas o Governo sírio é protegido pelo seu aliado russo (que é, como aqueles três países, membro permanente e com direito de veto do Conselho de Segurança da ONU), que tem considerado que a comissão de inquérito não fornece provas suficientemente conclusivas para desencadear a aplicação de sanções.