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O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa vai ter um novo edifício e o projeto para a construção será aprovado até ao final do ano. O anúncio foi feito, esta tarde, pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, durante o debate do Estado da Cidade. O projeto implicará um montante de investimento na ordem dos 30 milhões de euros.

O documento a que o Observador teve acesso, e que serve de cenário base ao projeto, prevê a construção de um edifício de seis pisos acima da terra e três subterrâneos, que irá ocupar uma área bruta total de 27 mil metros quadrados. O edifício será erguido no local que agora serve de parque de estacionamento da instituição e beneficiará do espaço onde antes estava o mercado da Praça de Espanha, que dará lugar a uma alameda de acesso ao IPO.

A ideia é concentrar no novo edifício todos os cuidados em ambulatório que estão atualmente dispersos pelos vários pavilhões do hospital como, por exemplo, as consultas, a central de colheitas, o hospital de dia para adultos e a pediatria, os meios complementares de diagnóstico e terapêutica (vulgo, exames), a radiologia, a fisioterapia, os laboratórios, as unidades técnicas de gastroenterologia, pneumologia, urologia, dermatologia e dádiva de sangue. Nos andares subterrâneos serão criados 540 lugares de estacionamento.

O objetivo é modernizar o IPO com este novo edifício, concentrando a quase totalidade dos serviços de ambulatório e dedicar um piso a um centro de investigação”, explicou, ao Observador, Francisco Ramos, acrescentando que o calendário traçado aponta para 2018 a construção deste edifício.

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Segundo o presidente do conselho de administração do IPO, com este novo edifício ganharão os doentes — que deixarão de ter de andar a saltar de pavilhão em pavilhão, entre consultas de várias especialidades e exames — e também a própria instituição. “Esperamos um impacto muito positivo, derivado da racionalização dos espaços.”

Em relação aos espaços que entretanto ficarão vagos nos restantes pavilhões — o IPO conta, atualmente, com 19 pavilhões diferentes –, Francisco Ramos adiantou que “parte deles será para deitar abaixo”. “Se não existirem, tanto melhor”, acrescenta. E outros espaços “como no caso do pavilhão central serão para alargar, como, por exemplo, o serviço de endoscopias”.

Ainda de acordo com o esboço que servirá de base ao projeto, esta nova infraestrutura não terá muros. Francisco Ramos refere que esta “seria uma forma de melhor integrar o IPO na cidade e melhorar os acessos”.

O presidente do conselho de administração do IPO conta que a colaboração da Câmara de Lisboa “se traduza nos apoios aos acessos e nos arranjos das zonas envolventes” do hospital.

Praça de Espanha com dois cruzamentos

Esta é apenas mais uma das novidades que vão surgir na Praça de Espanha. Além deste novo edifício, já se sabe que serão erguidos, pelo menos, mais dois, no lote que separa as avenidas Santos Dumont e de Berna, ao abrigo de uma permuta feita entre a Câmara de Lisboa e o Montepio e a companhia Lusitânia. E deverá ainda ser erguido um outro novo edifício junto ao IPO, para escritórios.

Construções à parte, a configuração da Praça, assim como a circulação rodoviária, também vão sofrer alterações. Segundo a proposta da consultora Transportes, Inovação e Sistemas (TIS), as duas faixas que hoje cortam a praça ao meio vão desaparecer. Em alternativa, a Av. Calouste Gulbenkian será prolongada até à Av. de Berna e a Av. Columbano Bordalo Pinheiro será esticada até à Av. Santos Dumont. E vão aparecer dois grandes cruzamentos e um parque urbano central.

O objetivo, segundo o estudo já noticiado pelo Observador, é transformar a Praça “numa área aprazível, mais facilmente acessível aos peões, onde a presença de eixos rodoviários seja reduzida”.

praça de espanha