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Marte

Marte. Imagens a cores mostram a “morte” da sonda Schiaparelli

Novas imagens a cores enviadas pela NASA à ESA mostram ainda melhor o caos que foi a descida da sonda Schiaparelli, da missão ExoMars, no solo marciano. A agência europeia vai agora analisar as fotos.

Mars Reconnaissance Orbiter

Uma nova fotografia entregue pela agência espacial norte-americana NASA à agência europeia ESA mostra a cores a total destruição em que ficou a sonda Schiaparelli, enviada para Marte durante o mês passado no âmbito da primeira fase da missão ExoMars. Embora a sonda TGO tenha entrado em órbita no planeta vermelho com sucesso, durante várias horas o paradeiro da sonda Schiaparelli (que devia pousar no solo marciano) foi desconhecido. Há dias, a NASA já tinha mostrado uma imagem monocromática que parecia provar o pior, mas a nova fotografia da NASA — onde se vê uma marca negra que parece manchar o solo marciano — comprova a morte da sonda Schiaparelli.

Foi a sonda norte-americana Mars Reconnaissance Orbiter que observou mais uma vez o local onde esta sonda, construída pelos europeus em parceria com a russa Roscosmos, devia ter aterrado suavemente a 19 de outubro. A descida terá sido tudo menos tranquila: tudo indica que os propulsores foram disparados, mas durante menos tempo do que seria expectável, e que o páraquedas funcionou, mas que se terá soltado demasiado cedo. Resultado: a Schiaparelli pode ter entrado em queda livre a uma altitude demasiado grande, levando a sonda a estilhaçar-se no solo de Marte.

A imagem divulgada esta segunda-feira foi captada a 1 de novembro e pode ajudar a entender melhor onde é que a ESA errou. Agora com fotografias a cor, a agência europeia já percebeu que os pontos brancos da imagem monocromática não são apenas ruído: são pedaços da sonda que se espalharam pelo chão. As primeiras análises às imagens parecem comprovar que, ao embater no solo marciano, a sonda Schiaparelli — um objeto com 300 kg de massa que descia a uma velocidade alucinante em queda livre — provocou a abertura de uma cratera com 2,4 metros de diâmetro. Quase a um quilómetro do local do embate estão também o páraquedas e o escudo que protegia o material de um sobreaquecimento durante a passagem da sonda pela atmosfera de Marte.

Agora, a ESA está a tentar apurar o que provocou a mudança de planos na descida da Schiaparelli em direção ao solo marciano. Tem até 2020 para chegar a conclusões — nesse ano, a segunda fase da missão ExoMars entra em ação para levar um Rover para o planeta.

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