Por estes dias é difícil resistir ao cheiro das “quentinhas e boas” que se vai espalhando pelas ruas, um pouco por todo o país. Há quem as prefira assadas, outros gostam delas cozidas com erva doce e há ainda quem as coma como acompanhamento de pratos, em sopas ou sobremesas. Se é um destes apaixonados por castanhas, não se acanhe. Em vésperas de São Martinho, a Direção-Geral de Saúde (DGS) assegura que são um “verdadeiro tesouro do ponto de vista nutricional”, destacando os benefícios do consumo deste fruto.

Composta maioritariamente por hidratos de carbono, as castanhas contêm polissacarídeos que permitem o desenvolvimento da flora intestinal, e também fibras que estimulam a presença de bactérias probióticas benéficas no intestino, contribuindo para a regulação dos níveis de colesterol e da resposta de insulina.

As castanhas são ainda uma boa fonte de nutrientes, tais como vitaminas (C, B6 e ácido fólico), minerais (cálcio, ferro, magnésio, potássio, fósforo, zinco, cobre, manganésio e selénio) e diferentes fitoquímicos, nomeadamente, luteína e zeaxantina, e diversos compostos fenólicos que são importantes antioxidantes e protetores celulares.

Quando comparada com frutos secos, a castanha apresenta menor teor calórico, uma vez que é pobre em gordura (e a gordura que contém é essencialmente polinsaturada) e não contém colesterol.”

Dez castanhas assadas, com aproximadamente 84 gramas, têm 206 calorias e apenas dois gramas de gordura e 8,9 gramas de açúcares, “mas 17% da quantidade de fibra necessária diariamente” e “ainda 36% das quantidades necessárias de vitamina C, 21% de vitamina B6 e 15% de ácido fólico”, detalha a DGS, rematando que, por não terem glúten, são também uma “fonte de energia de qualidade para os doentes celíacos”, refere a DGS.