Paulo Marcos, presidente do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários, elogiou esta terça-feira a forma como o Banco Popular está a tratar da reestruturação em Portugal e estimou que uma centena de trabalhadores aceite a rescisão até sexta-feira.

O programa de rescisões por mútuo acordo está a correr bem e a administração do banco mostrou sensibilidade para com as nossas propostas”, disse Paulo Marcos à agência Lusa, após uma reunião com a administração do Banco Popular.

A reunião realizou-se no âmbito do acompanhamento que o sindicato está a fazer do processo de reestruturação do banco espanhol que implica redução de trabalhadores e balcões em Portugal.

A instituição bancária anunciou este mês que vai encerrar 47 agências e cortar o quadro de pessoal em 295 trabalhadores até ao final do ano.

Segundo Paulo Marcos, o Banco Popular em Portugal está a propor indemnizações de dois meses de salário por cada ano de serviço aos trabalhadores que aceitem a rescisão do contrato por mútuo acordo.

O sindicato defendeu a possibilidade de reforma antecipada para os trabalhadores com mais de 55 anos, ficando o banco de analisar essa proposta. Paulo Marcos disse à Lusa que se esta possibilidade se concretizar, várias dezenas de bancários poderão optar pela reforma.

Ainda só passou uma semana desde que o processo de reestruturação foi anunciado e prevemos que até ao final da semana cerca de 100 trabalhadores confirmem ao banco que aceitam a rescisão”, disse o sindicalista.

O Plano Estratégico do Banco Popular para o período 2016-2018 prevê a redução de custos, com uma poupança estimada entre 175 milhões de euros e 200 milhões de euros anuais a partir de 2017.

O Popular Portugal contava, no final do primeiro semestre deste ano, com 1.159 trabalhadores em Portugal e uma rede de 166 balcões, segundo os dados compilados pela Associação Portuguesa de Bancos (APB).