Quase três semanas depois, é oficial. Donald Trump venceu mesmo os 16 votos para o Colégio Eleitoral do Michigan, confirmou esta segunda-feira a comissão eleitoral daquele estado. Em causa estava a polémica da recontagem de votos em estados decisivos que foram ganhos por curta margem pelo candidato republicano.

Donald Trump venceu naquele estado tradicionalmente democrata por apenas 10.704 votos, naquela que foi a corrida mais renhida no Michigan das últimas décadas. A candidatura republicana teve um total de 2.279.805 votos, contra os 2.268.193 da candidatura democrata. Trump tornou-se assim o primeiro candidato republicano a vencer no estado do Michigan desde 1988.

A confirmação dos votos neste estado norte-americano deixa a votação assim: 306 votos do colégio eleitoral (os chamados grandes eleitores), contra os 232 de Hillary Clinton.

De acordo com o sistema de escrutínio universal indireto, Donald Trump venceu as presidenciais de 8 de novembro com 290 grandes eleitores (a que se somam agora os 16 votos do Michigan) contra 232 para Hillary Clinton, num total de 538 votos do Colégio Eleitoral, contabilizados nos 50 estados americanos e na capital Washington.

De acordo com a Associated Press, a candidata ecologista deverá agora pedir nova contagem, tendo até quarta-feira para o fazer. Já Donald Trump tem sete dias para se opor formalmente ao pedido.

Este domingo, Donald Trump afirmou que além de ter garantido em 8 de novembro a maioria dos grandes eleitores, também venceu o sufrágio popular face à rival Hillary Clinton, referindo-se a “milhões de votos ilegais”.

“Além de uma vitória esmagadora no colégio eleitoral [os grandes eleitores], ganhei o voto popular caso se anularem as milhões de pessoas que votaram ilegalmente”, acusou numa mensagem Twitter o futuro presidente dos Estados Unidos que toma posse a 20 de janeiro. No sufrágio popular, Hillary Clinton obteve mais dois milhões de votos do que o Donald Trump: 64 milhões para a candidata democrata, 62 para o republicano.