Rádio

SBSR: um festival 24 horas por dia, sete dias por semana

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A nova SBSR está “no ar”, uma rádio que privilegia as pessoas em detrimento das máquinas. Luís Montez, Tiago Castro e Ricardo Mariano emprestaram a voz para nos explicar o que esperar da nova estação.

Nelson Ferreira, na condução do "Parque das Canções" - de segunda à sexta, das 10 às 13h

D.R.

Autor
  • Pedro Esteves

Há uma nova rádio “no ar”. A SBSR FM foi apresentada esta terça-feira no número 25 da Rua Viriato, em Lisboa, o edifício sede da Música no Coração e de rádios como a Marginal, Oxigénio e Radar. Trata-se de uma rádio temática que tem como principal objetivo a divulgação de música nova, como fez questão de explicar o empresário Luís Montez, numa conferência de imprensa onde esteve também presente Rui Lopes Ferreira, o presidente da comissão executiva da Unicer.

Esta nova rádio recebeu o nome SBSR, uma colagem direta ao festival de verão Super Bock Super Rock, o que não acontece por acaso. Trata-se de um meio importante para alavancar o festival de música, seja na promoção dos artistas, seja pela forma praticamente imediata como se testam gostos e tendências: se as pessoas gostam de ouvir na rádio, também vão gostar de ver ao vivo.

Contudo, a música nova não atrai a massa crítica que permite captar publicidade e garantir a viabilidade financeira de uma estação de rádio, por isso o apoio da Unicer (a empresa que produz e comercializa a cerveja Super Bock) é fundamental. Rui Lopes Ferreira sublinhou a parceira que liga a Unicer e a Música no Coração, uma relação que dura há 23 anos, mais concretamente desde a primeira edição do festival Super Bock Super Rock.

A relação da rádio SBSR com o festival que lhe deu o nome e com a marca de cerveja que tem como patrocinador principal está presente. O logótipo é o mesmo do festival (a conhecida guitarra vermelha) e os nomes dos cinco painéis que constituem o corpo principal da grelha semanal são, no mínimo, um exercício de criatividade: “Manhã Autêntica”, “Parque das Canções”, “Super Tarde”, “Rock” e “Arena Lunar”.

A SBSR pode ser ouvida em Lisboa na frequência 90.4 e, no Porto, em 91.0 – e claro, na Internet. Estas frequências, que pertenciam à Rádio Nostalgia, estão agora ocupadas pela nova estação, uma viragem que Luís Montez assinala como uma passagem natural “do passado para o futuro”. Numa breve entrevista, o responsável da promotora Música no Coração e da Luso Canal (empresa que detém as rádios Radar, Marginal, Oxigénio, Amália, entre outras) explicou ao Observador, de viva voz, o conceito por detrás da nova estação:

A diferença mais destacada está no modo como a SBSR foi pensada, em contracorrente com aquilo em que se tornou a rádio portuguesa nas últimas décadas. Ao apostar em programas de autor, ou seja, nas pessoas em vez das máquinas, a SBSR recupera o formato da “rádio de autor” – com as devidas adaptações ao tempo e à tecnologia.

Luís Montez fez questão de sublinhar isso mesmo, ao afirmar que “a recomendação dos animadores de rádio têm um papel importante”. E acrescentou: “não somos uma playlist, somos uma estação de rádio”, contrapondo com os sistemas de recomendação dos serviços de streaming de música.

Este foi precisamente o elemento central da entrevista que fizemos a Tiago Castro, coordenador da SBSR, e a Ricardo Mariano, autor do programa “Vidro Azul” (RUC, Radar), dois dos cinco locutores/realizadores que asseguram a grelha de continuidade da SBSR. E porque é de rádio que estamos a falar, trazemos na voz esta conversa:

A SBSR pode ser sintonizada em Lisboa (90.4 FM), no Porto (91.0 FM) e em todo o mundo através da página sbsr.fm.

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