Balanço Literário

A história vs Os contos de fadas

Neste ano em livros, Miguel Freitas da Costa começa pelo "homem que percebeu tudo", passa pelas finanças da actualidade e chega às origens desta Europa.

Simon Leys

AFP/Getty Images

Autor
  • Miguel Freitas da Costa

Os melhores

“Simon Leys, Navigateur entre les mondes”, Philippe Paquet (Gallimard)

Biografia “monumental” do escritor belga, de nome civil Pierre Ryckmans (1935-2014). Leys escreveu os indispensáveis Les habits neufs du Président Mao e Ombres Chinoises. Execrado por todos os Sartres “maolatras” deste mundo, “o homem que percebeu tudo”, exasperado, deu na televisão, a uma intelectual italiana extasiada com a “revolução cultural”, uma réplica definitiva: “os idiotas proferem idiotices como as macieiras dão maçãs”.

“As dez questões do colapso”, João César das Neves (Dom Quixote)

Terceiro painel de um tríptico iniciado com As dez questões da crise e continuado em As dez questões da recuperação. Anuncia circunstanciadamente a “provável derrocada financeira de 2016-2017”. Dê-se ou não se dê na data marcada o colapso previsto e seja qual for “a estratégia do Governo”, há uma alternativa que de facto demonstravelmente não existe, com esta ou aquela política: continuarmos a fazer de conta.

“Cinco homens que abalaram a Europa”, Jaime Nogueira Pinto (Esfera dos Livros)

Mesmo quem não seja completamente ignorante a respeito de Estaline, Mussolini, Hitler, Salazar e Franco (por ordem de entrada em cena neste mundo) ganha em ler estas “biografias cruzadas”, organizadas em três grandes capítulos: O Caminho do Poder, Entre Guerras e Os dias e os anos do fim. Não é uma história do século XX mas ajuda a conhecê-lo melhor do que é costume. Descubra certas grandes diferenças e algumas interessantes parecenças.

“Europa: A luta pela supremacia, de 1453 aos nossos dias”, Brendan Simms (Edições 70)

O autor é um jovem e cotado historiador britânico com especial interesse na “Grande Estratégia Alemã no seu contexto europeu e global”. Está a preparar uma “biografia estratégica de Hitler”. Neste livro sustenta que a vida internacional do mundo ocidental gira desde o século XV em torno do destino da “Alemanha”. A grande pergunta é: a União Europeia está condenada ou não a ser “a continuação da Alemanha por outros meios” (Peter Hitchens)?

O pior

Quais os livros que deve manter a milhas? Os contos de fadas para pessoas crescidas.

[as escolhas de Miguel Freitas da Costa:]

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