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“Não podemos continuar a deixar que Israel seja tratado com tamanho desprezo e desrespeito. Costumavam ter nos EUA um grande amigo, mas…. já não têm. O começo do fim foi o acordo horrível que foi feito com o Irão e agora isto (ONU). Mantém-te forte Israel, o 20 de janeiro está a aproximar-se.” Foi desta forma que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, se pronunciou sobre a polémica que envolve os colonatos de Israel – no Twitter.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas votou contra os colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém. A decisão contou com o voto favorável de 14 países e com uma abstenção dos EUA e tem por base o argumento de que o crescimento dos colonatos israelitas em território palestiniano é um impedimento a qualquer tipo de acordo de paz que possa vir a ser estabelecido entre Israel e Palestina. Na mesma reunião, os EUA abdicaram do seu poder de veto.

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Antes de se dirigir a Israel, Donald Trump escreveu no Twitter que estava “a fazer o seu melhor para ignorar as muitas declarações incendiárias do presidente O [Obama]. Achava que ia ser uma transição suave – mas NÃO!”.

Na sequência desta resolução, os ministros israelitas ficaram impedidos de viajar ou manter agendas de trabalho em qualquer um dos 12 países que votaram contra os colonatos israelitas na Cisjordânia e em Jerusalém oriental. No domingo, o primeiro-ministro israelita Benjamin Natanyahu disse que “não tinha dúvidas” que Barack Obama estivesse em conluio com os palestinianos.