Chegado ao palco, passos calmos, sorriso contido, quase a lacrimejar, Ronaldo recebeu o prémio das mãos do presidente da FIFA, Gianni Infantino. E começou por dizer, gracejando, que tinha muito para agradecer — e a quem agradecer –, mas que se havia “esquecido”.

Não esqueceu, Ronaldo. E fez questão de lembrar quem o ajudou a chegar até Zurique e quem não o quereria ver naquele palco, com aquele troféu. “Que coisa linda! Este prémio ainda não tinha… Quero agradecer aos meus colegas e aos meus treinadores. E quero agradecer a quem votou em mim. Muitas dúvidas havia. Mas as pessoas não são cegas. Veem futebol e não são cegas”, atirou. Ele, Ronaldo, nunca duvidou da vitória: “Eu tinha a certeza que ganharia este prémio. Foi um ano inesquecível.”

Por fim, uma palavra para Fernando Santos. “Ele devia ter ganho [o primeiro de melhor treinador do ano]. Fica para o ano, mister, ’tá bem? [Risos] Gostaria que estivesse aqui comigo…”

Mas o selecionar não era o único (ou os únicos) que Ronaldo gostaria de ver na gala, não a vencer, mas a assistir à sua vitória. E entregou o recado a quem o quisesse ouvir: “Também gostava que os jogadores do Barcelona estivessem aqui. Mas ele têm jogo [para a para a Taça do Rei, com o Athletic Bilbao]… Eu percebo.”

A terminar, o grito do costume, com Ronaldo a puxar pela plateia. “Façam comigo: siiiiiiiiii!”