Presidente Trump

Marcha das mulheres. Um milhão de pessoas em marcha de protesto contra Trump em todo o mundo

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As estimativas das várias organizações dão conta de um milhão de pessoas por tudo o mundo em marcha contra Trump. Em Portugal, a concentração aconteceu em pelo menos cinco cidades.

Getty Images

As primeiras estimativas quanto ao número de pessoas em protesto contra Donald Trump nas principais cidades dos Estados Unidos começam a chegar: em Washington estarão mais de meio milhão de pessoas, e em Nova Iorque cerca de 250 mil, segundo números da organização de ambas as marchas. Fotografias aéreas mostram as ruas atapetadas de gente. A julgar pelas imagens captadas pela CNN, a Marcha das Mulheres teve uma adesão maior da população do que a tomada de posse de Donald Trump.

Começam também a surgir outros contributos que parecem comprovar que esta marcha foi de facto uma das maiores realizadas após uma tomada de posse na história do país.

Um dos participantes pediu à aplicação Google Maps para traçar a distância entre a sua localização e o início da marcha: 20 minutos a pé.

O New York Times tem um mapa das marchas que aconteceram em todo o mundo e outro em que assinala as que aconteceram nos Estados Unidos.

Mais gente andou hoje de metro em Washington do que no dia em que Barack Obama tomou posse pela segunda vez, diz a NBC.

A Marcha das Mulheres em Washington já não vai até à Casa Branca. As ruas estão compactas de tanta gente, e a polícia receia pela segurança dos manifestantes.

Meio milhão de pessoas estarão neste momento a participar na Marcha das Mulheres na capital norte-americana, Washington, segundo diz a agência de notícias Associated Press, citando fontes da polícia.

Em Chicago, a polícia já tinha também impedido que as pessoas continuassem em movimento. Ou seja, o protesto continua, mas as pessoas ficam no mesmo local.

Nova Iorque, Washington e Los Angeles são algumas das cidades onde a polícia está particularmente atenta à massa de pessoas que se “já se estão a espalhar por todas as ruas”, como disse Andrew Nieman da Polícia de Los Angeles mas também as ruas de Denver, por exemplo, se encheram de gente, como se vê no vídeo em baixo, do Denver Post.

O diário britânico The Guardian escreve que esta pode ser “uma das maiores marchas na história recente dos EUA”, e recorda que a organização do protesto afirmou que não se trata especificamente de um protesto anti-Trump, apesar da data escolhida. À marcha organizada em Washington juntam-se mais de 280 protestos organizados de forma independente em todos os estados dos EUA.

Além dos protestos organizados nos Estados Unidos, marcados logo para o início do dia, foram organizados protestos em dezenas de outros países, incluindo em Portugal. Durante as primeiras horas da tarde, mais de cem pessoas, maioritariamente mulheres mas também alguns homens, concentraram-se junto da Embaixada dos Estados Unidos, em Lisboa, para protestar contra as posições do novo presidente, que consideram machistas.

“Não sejas Trump!”, “Parar o machismo, construir a igualdade”, “Por todas nós!”, “Não nos vamos calar!”, “Contra o ódio no poder!”, “O assédio é um tédio”, “Operação machista não!”, eram algumas das frases exibidas nos cartazes das pessoas que se concentraram em Lisboa, segundo informações transmitidas pela agência Lusa

A “Marcha das Mulheres” ganhou dimensão de movimento global e, segundo os organizadores, há pelo menos 161 protestos agendados em mais de 60 países dos sete continentes. Nos Estados Unidos, estão previstas mais de 350 manifestações.

Hillary Clinton, também já deu o seu contributo, através do Twitter. A candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, que perdeu para Donald Trump, pede “Esperança e não medo”.

Veja as imagens na fotogaleria acima e siga os acontecimentos neste artigo.

Portugal

Em Portugal, já começaram as concentrações para o protesto, associado à marcha mundial das mulheres. Algumas imagens nas redes sociais dão conta do início da concentração junto à embaixada dos EUA em Lisboa. Junto aos ainda poucos manifestantes está a eurodeputada do Bloco de Esquerda Marisa Matias, que defendeu, em declarações à TVI24, que “a democracia está a encolher o seu espaço”, e que é preciso “resgatá-la a partir da sociedade civil. Este movimento é um belíssimo exemplo de como isso se faz”. Para a eurodeputada bloquista, “a mensagem de Donald Trump é muito clara a esse respeito, e nós temos de nos unir”. Atualmente, “não estamos num momento político normal, estamos a ter muitos retrocessos do ponto de vista dos direitos das mulheres”, defendeu.

A marcha em Washington

O início do evento está agendado para as 10h (15h na hora de Lisboa) mas a multidão já se começa a juntar em Washington, como mostram algumas imagens partilhadas na internet por quem está no local. Em Washington está o repórter João de Almeida Dias, do Observador. Para ver a transmissão, clique aqui.

Entretanto a organização anunciou que a entrada para o local de concentração foi encerrado, e está a pedir às manifestantes que se dirijam para o protesto por locais alternativos.

Os cartazes que vão ser exibidos durante a marcha:

Há mesmo aviões cheios de mulheres que se dirigem para a marcha:

A marcha em Nova Iorque

Nova Iorque é também uma das cidades onde é esperado um grande número de participantes.

Aqui, as fotografias do jornalista Sean Ludwig, que se encontra a acompanhar a Marcha, dão conta da enchente em algumas das principais artérias da cidade.

A família de Sandeep Junnarkar, diretor do programa de Jornalismo Interativo da CUNY, que se prepara para a Marcha com cartazes muito inteligentes. Da esquerda para a direita: “Isto nunca foi um vestido”, “As raparigas só querem … direitos humanos fundamentais”, e “As nossas costas contam histórias que nenhuma lombada de nenhum livro tem força para carregar”, uma citação de Rupi Kaur, uma poetisa feminista canadiana.

Austrália e Nova Zelândia, os primeiros protestos

Cerca de 3 mil pessoas juntaram-se logo no início do dia em Sydney, para o primeiro protesto. Mais 5 mil pessoas em Melbourne e 2 mil na Nova Zelândia também marcharam esta manhã.

Mais fotos chegam da Austrália e da Nova Zelândia, onde também há muita gente nas ruas.

Protestos por toda a Europa

Londres:

Paris:

Roma:

Berlim:

Milão:

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