O ex-diretor da CIA, Jonh Brennan está “extremamente triste e zangado” com Donald Trump. Através do seu ex-chefe de gabinete, Nick Shapiro, Brennan mostrou-se chocado com o “exercício detestável de auto-engrandecimento de Donald Trump em frente ao mural de homenagem aos heróis da Agência”. Para Brennan, o recém-empossado presidente dos Estados Unidos “devia ter vergonha de si próprio”.

Na origem desta reação estão as declarações de Trump, depois da sua recente visita à sede da agência de informação, em Langley, na Virgínia. E isto porque o presidente dos EUA aproveitou a ocasião para prometer que ia “apoiar a agência a mil por cento”, mas também utilizou o púlpito para tecer duras críticas aos “meios de comunicação desonestos”, para contar quantas vezes apareceu na capa da revista Time, para dizer que é “um homem inteligente” e para lembrar “as enormes multidões” que estiveram na sua tomada de posse.

“A razão pela qual eu escolhi visitar-vos em primeiro lugar é que, como sabem, eu mantenho uma guerra aberta com os media. Eles são dos seres mais desonestos deste planeta, certo? E fizeram as pessoas acreditar que eu tinha algum problema com os serviços de informação”, disse Trump na CIA.

Trump passou muito do seu tempo de campanha, e já depois de ter sido eleito como presidente, a criticar os serviços secretos americanos. E considera que o relatório da CIA, no qual a agência defende que os russos tentaram interferir a seu favor nas eleições presidenciais, através da violação dos arquivos eletrónicos do Partido Democrata, foi uma decisão política. Donald Trump chegou a dizer que os oficiais dos serviços de informação entraram numa campanha “nazi” para denegrir a sua imagem.

O presidente norte-americano também já criticou publicamente os serviços de informação por autorizarem que um relatório com informações não verificadas sobre as suas ligações a Vladimir Putin chegasse à comunicação social.

O chefe de gabinete de Trump na Casa Branca, Reince Priebus, disse que as declarações de John Brennan tinham sido motivadas por “azedume” já que Donald Trump tinha optado por não o reconduzir ao cargo de diretor da CIA.