Estaleiros de Viana

Subconcessionária de estaleiros de Viana tem carteira de encomendas de 80 milhões de euros

O presidente da WestSea, subconcessionária dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), afirmou ter uma carteira de encomendas de 80 milhões de euros.

O investimento, a concretizar até 2019, está incluído na estratégia para o aumento da competitividade do porto de Viana do Castelo

ARM

O presidente da WestSea, subconcessionária dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), afirmou esta segunda-feira ter uma carteira de encomendas de 80 milhões de euros, estimando, até final de 2018, empregar cerca de 400 trabalhadores.

Segundo Carlos Martins “25 a 30%” daquele montante é garantido pelo contrato de construção dos dois navios-patrulha oceânicos (NPO) para a Marinha portuguesa.

“Estes navios são muito importantes não só pelo valor que representam para os estaleiros mas também por dotar os estaleiros de capacidade para construir estes navios, trabalhar junto com a Marinha e tentar exportar estes navios para outros países. É isso que estamos a trabalhar, em conjunto com a Marinha. Nós esperamos que este tipo de navios valham, mais ou menos, 25 a 30% da nossa carteira de encomendas”, afirmou o responsável.

A construção dos dois NPO nos estaleiros da WestSea foi anunciada, em maio de 2015, pelo então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Em julho desse ano, o consórcio liderado pela Martifer ganhou o contrato para a construção dos dois NPO depois de a Marinha ter sido autorizada a adquirir os dois navios-patrulha, orçados em cerca de 70 milhões de euros, “por negociação”, e não por concurso, face à “urgência imperiosa” de dispor das embarcações até ao ano 2018.

Carlos Martins, que falava aos jornalistas durante a visita que o secretário de Estado da Defesa fez esta segunda-feira aos estaleiros da WestSea, para fazer um ponto de situação da construção dos dois NPO, adiantou que o futuro da empresa “está dentro do planeado, até acima do planeado”.

“Neste momento, temos cinco navios em construção, três para o Douro e estes dois (navios-patrulha), e temos mais dois navios que vamos iniciar a construção, uma draga e um navio para o Ártico”, sustentou.

O presidente da WestSea, empresa do grupo português Martifer, adiantou que aqueles estaleiros têm “260 trabalhadores diretos, uma parte significativa de ex-funcionários dos ENVC”, estimando, até final do próximo ano, “cumprir uma promessa nossa de atingir os 400 trabalhadores”.

“Todas as semanas entra gente nova. Hoje, por exemplo, estão aqui mais de 800 trabalhadores”, disse, referindo-se aos trabalhadores indiretos, de subempreiteiros.

Na setor da reparação naval, que classificou de “muito lucrativo”, disse que a empresa tem, em trabalhos de reparação, duas dragas holandesas e assegurou que aposta passa por “continuar a evoluir” nesta área,

No entanto, lamentou a atual falta de condições do canal de navegação do porto de mar de Viana do Castelo para receber navios de maior dimensão.

“Mais de 50% do que poderíamos fazer é rejeitado porque os estaleiros não tem profundidade para navios de maior calado”, afirmou, manifestando-se otimista no crescimento daquele setor face à “promessa” do Governo de investir no aprofundamento do canal de navegação que dotará aquele estaleiro de ” mais capacidade de resposta”.

Na semana passada, a ministra do mar anunciou um investimento público de 15 milhões de euros na melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de mar daquela cidade, através do aprofundamento do canal de navegação. Aquela intervenção será complementada com um investimento privado de 11 milhões de euros, suportado pela WestSea, para a construção de uma nova doca seca.

O investimento, a concretizar até 2019, está incluído na estratégia para o aumento da competitividade do porto de Viana do Castelo dotada de um montante global de 36 milhões de euros.

A subconcessão dos terrenos e infraestruturas dos ENVC, adjudicada a 18 de outubro de 2013 pela administração daquela empresa pública, atualmente em fase final de extinção, prevê o pagamento, pela Martifer ao Estado, de 415 mil euros por ano, até 2031. O grupo português assumiu a subconcessão em maio de 2014.

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