O secretário de Estado sombra para o comércio do Partido Trabalhista, Clive Lewis, demitiu-se nas últimas horas. Lewis, que já foi apontado por alguns como um possível sucessor na liderança do partido, escolheu a demissão depois de a câmara baixa do Parlamento britânico ter aprovado, esta quarta-feira, a proposta de Theresa May para ativar o artigo 50 e, assim, iniciar as negociações de saída da União Europeia — foram 499 votos a favor e 122 contra.

Em resposta à votação, Lewis disse não poder votar em consciência a favor de algo que acredita que será prejudicial para a cidade que representa, Norwich South.

Assim que Lewis, que se tornou deputado em 2015, anunciou a demissão surgiram de imediato rumores sobre a liderança do partido: o Telegraph escreve que os assessores de Jeremy Corbyn, líder do partido Trabalhista, foram obrigados a negar que este teria concordado com uma data para entregar a liderança. Corbyn até acusou a BBC de relatar “notícias falsas” quando, no decorrer de uma entrevista ao programa de televisão BBC Breakfast, foi confrontado com o assunto:

Estou surpreendido que a BBC esteja a relatar notícias falsas, [aqui] não há notícias. Eu fui eleito líder deste partido, tenho muito orgulho em liderar este partido”.

Já na Business Insider lê-se que, depois de anunciada a demissão de Lewis, muitos dos apoiantes de Corbyn olharam para o sucedido como o primeiro passo para se desafiar a liderança de Corbyn. De referir que em setembro deste ano Corbyn viu ser revalidada a sua liderança, ao conquistar mais de 60% dos votos, pelo que a mesma publicação sugere que ainda é cedo para mais umas eleições.