O responsável máximo pelos sistemas de propulsão eléctrica da Volvo, Mats Anderson, foi ao simpósio da Society of Automotive Engineers (SAE), dedicado às tecnologias para veículos híbridos e eléctricos, recentemente realizado em San Diego, com a bagagem cheia de novidades. No evento, o executivo sueco deu a conhecer nada menos do que três novidades de peso: o lançamento de um sistema híbrido plug-in (PHEV) de tracção dianteira em 2018, e a chegada, no ano seguinte, de um sistema de propulsão totalmente eléctrico, com bateria de 100 kWh, assim como de um novo sistema híbrido convencional com sistema eléctrico de 48 volts.

Por saber fica quais serão os modelos eleitos para estrear estas novas soluções, que seguramente serão aplicadas em várias das propostas do construtor de Gotemburgo. Há quem aposte que o novo sistema de propulsão 100% eléctrica será introduzido no mercado pelas versões revistas da Série 90, a começar pelo XC90, uma vez que o SUV será o primeiro a receber a sua actualização. E que o novo híbrido plug-in fará a sua primeira aparição no novo XC40 (antecipado pelo protótipo 40.1), chegando depois ao V40 da próxima geração (antecipado pelo protótipo 40.2) e a outros modelos assentes na plataforma CMA (Compact Modular Architecture).

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Certo é que a nova motorização híbrida plug-in T5 Twin Engine para modelos de tracção dianteira será composta por um motor de três cilindros a gasolina sobrealimentado com 1,5 litros, por um motor eléctrico de 75 cv, por uma bateria de iões de lítio com 9,7 kWh e por uma caixa de dupla embraiagem. A autonomia eléctrica estimada é de 50 km, o compressor do ar condicionado será, também ele, eléctrico, e o objectivo principal (como já acontece com as versões T8 da Série 9 face aos motores de seis e oito cilindros tradicionais) é que esta motorização seja capaz de garantir prestações ao nível das dos seus melhores rivais térmicos de quatro cilindros, mas com consumos de combustível bem mais reduzidos.

No caso do novo sistema híbrido convencional, com sistema eléctrico de 48 volts, será conjugado tanto com motores a gasolina como a gasóleo, e começará por contar com um motor eléctrico de 13 cv, sabendo já que, na sua próxima evolução, a respectiva potência será de 20 cv. A energia será armazenada numa bateria de iões de lítio com 0,25 kWh de capacidade, não deixando de existir uma bateria de 12 volts para alimentação do sistema eléctrico primário do veículo.

Quanto à nova motorização totalmente eléctrica, deverá ser aplicada em modelos desenvolvidos com base tanto na plataforma SPA (Scalable Product Architecture) como na plataforma CMA, e em versões de tracção dianteira e integral. Esta solução, denominada MEP (Modular Electrification Platform), destina-se a permitir à Volvo dispor de veículos cuja potência motriz irá dos 136 cv aos 612 cv, podendo a bateria contar com até 100 kWh de capacidade e estando apta a receber cargas de corrente alterna de até 20 kW, ou rápidas de corrente contínua.