Comprovando que o 50º aniversário da sua divisão desportiva é mesmo para comemorar ao mais alto nível, a Mercedes levou a Genebra o protótipo que antecipa o seu terceiro modelo desenvolvido de forma totalmente autónoma, depois do SLS AMG e do AMG GT. AMG GT Concept de seu nome, permite antever o que será o futuro coupé desportivo de quatro portas da marca de Estugarda, que poucos não encararão como o grande rival do Porsche Panamera, a lançar, muito provavelmente, dentro de cerca de dois anos.

Mas há outro indicador determinante na mais recente criação da Mercedes-AMG: a sigla “EQ Power+” inscrita nas câmaras montadas nos guarda-lamas dianteiros, em substituição dos mais convencionais retrovisores, sinal de que a marca caminha para a “hibridização”, e que este protótipo já monta um grupo motopropulsor desse género. Em concreto, combinando um 4.0-V8 biturbo a gasolina com um motor eléctrico de alta performance e baterias tão leves quanto potentes, para uma potência máxima de 815 cv na sua versão mais evoluída – o suficiente para o anunciar de menos de 3,0 segundos nos 0-100 km/h.

Actuando directamente sobre as rodas traseiras, e como elemento integrante do sistema de tracção integral 4Matic+ (a que se junta o sistema de vectorização de binário para a máxima eficácia dinâmica), o motor eléctrico também contribui para uma correcta repartição do peso pelos dois eixos. A bateria modular, para servir os mais diversos tipos de aplicações, é anunciada como mais potente, mais compacta e mais leve do que as tradicionais, ao passo que a estratégia de funcionamento do grupo motopropulsor deriva da utilizada no monologar Campeão do Mundo de F1 – o que significa que a bateria é carregada tanto em travagem como em aceleração, através do motor térmico –, podendo o condutor optar entre três modos de operação do sistema: puramente eléctrico, híbrido ou apenas fazendo uso do motor térmico.

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Também preditivas são as linhas do GT Concept, por anteciparem a linguagem estilística que a AMG pretende seguir no futuro com os seus modelos. O longo e mergulhante capot, a característica grelha Panamericana, as ópticas dianteiras extremamente finas (com inéditas luzes diurnas com tecnologia de nanofibra activa), a acentuada quebra da linha do tejadilho em direção à traseira, as formas musculadas e as enormes jantes de grande impacto visual (através das quais é possível visualizar os discos de travão carbocerâmicos) são elementos em que não é possível deixar de reparar. Mas o que, porventura, mais fixa a atenção e marca de forma determinante este protótipo, é a sua secção traseira imponente, dominada pelos farolins extremamente finos e dispostos horizontalmente, pelo extractor traseiro em fibra de carbono e pelas ponteiras de escape colocadas em posição central.

Imagens do habitáculo é que ainda não foram disponibilizadas. Mas está prometida uma apreciável versatilidade de utilização, garantida tanto pelas quatro portas, como pela bagageira de capacidade variável, a qual deverá oferecer uma razoável volumetria.