Peritos norte-americanos alertaram esta quarta-feira bancos dos Estados Unidos para um escrutínio “profundo” dos seus clientes e da origem do dinheiro para prevenirem casos de corrupção como os que envolvem a Odebrecht, Petrobras e a Fifa. Os participantes de um fórum sobre lavagem de dinheiro, organizado pela Associação de Banqueiros Internacionais da Flórida, disseram que o Departamento de Justiça norte-americano tem os olhos postos na América Latina e que os banqueiros estão cada vez mais conscientes.

David Schwartz, presidente da associação, disse que os bancos estão agora mais “prevenidos” devido àqueles escândalos e dedicam “maior atenção às transações, porque muitos daqueles casos não envolvem políticos”. O responsável, que disse estar surpreendido com o tempo que demorou a detetar a corrupção na Odebrecht, assegurou que as entidades financeiras utilizam para aqueles casos as mesmas que utilizam para detetar a lavagem de dinheiro.

A dimensão internacional do escândalo da construtora brasileira foi conhecida em 2016, quando foi revelado que a Odebrecht admitiu ter pagado 788 milhões de dólares (745 milhões de euros) em subornos em 12 países da América Latina e África.

O diretor do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Mack A. Strong, disse que as entidades financeiras “são críticas” na hora de deter as fraudes e os subornos. Mack A. Strong convidou aquelas entidades a “escavar mais fundo” com os seus clientes, a serem mais proativos, atualizarem as bases de dados e a partilhar informação com as autoridades.