Três dias. Foi o tempo que demorou até o novo veto de Donald Trump à imigração ter sido contestado judicialmente. O Havai foi o primeiro estado a colocar um processo em tribunal contra a nova ordem executiva que Trump assinou na segunda-feira, para substituir o primeiro travel ban, revogado em janeiro. O processo foi submetido pelos procuradores do estado do Havai e deu entrada esta quarta-feira no tribunal federal de Honolulu, a capital estadual.

Citado pelo The Guardian, o procurador-geral no Havai, Douglas Chin, diz que o novo decreto representa “a mesma proibição geral da entrada de imigrantes de países de maioria muçulmana (exceto um) e o mesmo fim da admissão de refugiados (apenas com uma exceção)”. Além disso, Chin afirma que “o Havai é especial na medida em que sempre foi não-discriminatório tanto na sua história como na constituição”.

“Vinte por cento da população nasceu no estrangeiro, 100 mil não são cidadãos americanos e 20% da população em idade ativa é também estrangeira”, acrescentou o procurador-geral havaiano. O processo foi aceite pelo juiz Derrick Watson, que entretanto impôs uma data limite para o governo responder: 13 de março. A audiência em tribunal está marcada para 15 de março às 9h30, poucas horas antes de o decreto entrar em vigor, lembra o The Guardian.

Donald Trump volta à carga com veto à imigração: Iraque sai da lista de países proibidos

Na segunda-feira, Donald Trump assinou uma nova ordem executiva para substituir o primeiro travel ban. As diferenças relativamente ao primeiro decreto são poucas: a lista de países proibidos passou de sete para seis, agora sem o Iraque. Outras diferenças prendem-se com as autorizações de residência permanentes — os detentores do chamado green card e os imigrantes com vistos dentro do prazo de validade não são atingidos pela proibição.