Actualmente focada na recuperação da imagem de inovação que já deteve, nomeadamente procurando apontar novos caminhos em termos de design e tecnologia, a BMW não se livra das dores de cabeça que parecem vir do seu departamento financeiro. Isto porque, depois de ter perdido a liderança das vendas entre as marcas premium para a vizinha e rival Mercedes-Benz, o construtor anuncia agora ter registado, em 2016, os lucros mais baixos desde o início da presente década.

A BMW informa, em comunicado, que as suas margens de lucro caíram, no último ano, para os 8,9%, depois de, em 2015, terem sido de 9,2%. Segundo os mesmos dados, a que a Bloomberg deu destaque, os lucros antes de descontado o pagamento de juros e impostos cifrou-se assim nos 9,93 mil milhões de euros, ficando, portanto, aquém dos 9,82 mil milhões inicialmente estimados.

“Estamos totalmente concentrados na implementação da nossa estratégia”, afirmou já o CEO da BMW, Harald Krueger. E que, recorda a companhia, passa pelo atingir de objectivos como a condução autónoma, além dos veículos eléctricos, com o mesmo responsável a garantir que, “a partir de 2019”, todas as marcas do grupo estarão “totalmente envolvidas no conceito do automóvel eléctrico e da mobilidade alimentada por baterias”.

Recorde-se que a BMW tem já previsto lançar um novo modelo eléctrico, equipado com tecnologia de condução autónoma, em 2021. Proposta que inclusivamente já deu a conhecer, embora apenas enquanto concept, com o nome de iNext. Por outro lado, e como forma de aumentar as margens de lucro, a marca da hélice prevê lançar novos modelos de posicionamento ainda mais elevado, como é o caso do futuro SUX X7, que em princípio deverá chegar em 2018.

Para já, face às expectativas criadas com a nova família Série 5, assim como com a nova geração Mini Countryman, o fabricante espera conseguir fazer subir um pouco mais as vendas em 2017, aproveitando igualmente a recuperação económica a que se assiste a nível global.