A Organização Mundial da Saúde ofereceu, esta terça-feira, mais de 70.000 dólares (66.000 euros) de medicamentos e materiais clínicos ao Centro Hospitalar de São Tomé, por causa da epidemia de celulite necrotizante, que afeta cerca de 2.000 pessoas.

Os medicamentos, na sua maioria antibióticos, chegam ao país numa altura em que as autoridades sanitárias do arquipélago estão a utilizar o mel de abelha para o tratamento da doença, disse à Lusa a diretora dos Cuidados de Saúde, Maria Tomé Palmer.

Estamos a utilizar o mel de abelha para limpar e desinfetar a ferida” resultante da doença, disse Maria Palmer.

A diretora dos Cuidados de Saúde recusou-se a responder se são os serviços hospitalares ou familiares que têm fornecido o mel de abelha ao hospital para tratar os doentes, sublinhando, entretanto, que nos últimos dias se tem verificado uma diminuição de casos, sem avançar números.

No mercado interno, cada litro de mel de abelha de produção doméstica (internamente denominado mel natural) custa pouco mais de oito euros o litro, um produto bastante escasso na ilha de São Tomé por as abelhas estarem em vias de extinção.

A maior parte do mel vendido em São Tomé é importado da ilha do Príncipe ou do estrangeiro, mas esses não são considerados como sendo mel natural. O diretor clínico, Celso Matos disse que esses medicamentos e matérias chegam ao país “em boa hora”.

Sabemos que temos um país frágil em manutenção de medicamentos e portanto toda a ajuda é sempre bem-vinda”, acrescentou.

Segundo a diretora dos Cuidados de saúde, a Organização Mundial da Saúde tem destacados atualmente em São e Príncipe oito consultores que tentam encontrar um tratamento eficaz para a celulite necrotizante, cujos primeiros casos surgiram em agosto do ano passado e já afetou cerca de 2.000 pessoas.