O futebol nunca passou ao lado do polémico muro entre Estados Unidos e México.

Rafa Márquez, defesa mexicano ex-campeão europeu pelo Barcelona que passou pelo New York Red Bulls, fez questão de dizer que “não há muro capaz de nos parar quando acreditamos em nós próprios”. Uribe Peralta, avançado que esteve no triunfo da formação azteca contra os americanos em novembro, também não esqueceu o tema: “Não há muro que nos detenha”. Até quem nada tinha a ver com o assunto não passou ao lado, como o Borussia Dortmund. “A única muralha em que acreditamos”, escreveu na sua conta oficial do Twitter com a imagem da mítica bancada atrás da baliza considerada uma das melhores da Europa.

Esta segunda-feira, nem foi preciso – EUA e México juntaram-se ao Canadá e apresentaram a candidatura à organização do Campeonato do Mundo em 2026. E para selar esta simbólica união, nada melhor do que um lugar simbólico: o One World Trade Center, em Nova Iorque.

“É um momento histórico para o futebol de toda a América”, disse Sunil Gulati, presidente da Federação Americana de Futebol, que assegurou também”o apoio total dos governos dos três países”. “O presidente Trump assegurou total cobertura à iniciativa e mostrou-se particularmente feliz com a presença do México”, acrescentou.

Não se pense, ainda assim, que a divisão será igual: dos 80 jogos previstos na competição, 75% serão realizados em estádios dos EUA, ficando 10 partidas no Canadá e outros tantos no México. E por falar em quotas, acrescente-se que a candidatura tem um elevado nível de favoritismo: em 2022, o Mundial será no Qatar (Ásia); em 2018, na Rússia (Europa); em 2014, foi no Brasil (América do Sul); em 2010, na África do Sul (África). Agora, para 2026, tudo aponta que as hipóteses de uma organização na América do Norte aumentem de forma exponencial.