LADA

Lada Niva. Edições especiais para a ternura dos 40

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Apesar de se falar já num sucessor, a verdade é que a russa Lada continua a fabricar o seu icónico Niva. O qual está agora a celebrar os 40 anos, com duas novas edições especiais.

Autor
  • Francisco António

Em produção ininterrupta desde 1977, aquele que é também uma das referências automobilísticas da extinta União Soviética, o todo-o-terreno Lada Niva está a comemorar 40 anos de existência. Data que o fabricante, a Autovaz, procura assinalar não com a já muito aguardada nova geração, mas com duas edições especiais do modelo que é já um veículo de culto.

Concebido, na altura, como uma proposta moderna e, acima de tudo, capaz de resistir à dureza das condições e dos elementos existentes na imensidão que era a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o Lada Niva continua a ser, quatro décadas depois, um veículo com seguidores e fãs, também na Europa Ocidental. Os quais podem agora deliciar-se não com uma, mas com duas novas edições especiais comemorativas, melhor equipadas e com produção limitada a 1.977 exemplares, a que o fabricante deu os nomes – muito à ocidental, sem dúvida – de “Edition” e “40th Anniversary”.

No caso da primeira, “Edition”, as diferenças surgem, desde logo, na cor exterior, a qual tanto pode ser bege, como roxo, branco, terracota ou cinzento. A que se juntam depois uma nova instrumentação retroiluminada na cor laranja, vãos das portas em aço inoxidável, emblemas específicos e um volante forrado a couro. Este último, o mesmo material que reveste os assentos, naquilo que poderá ser considerado um luxo num todo-o-terreno que construiu a sua imagem com base no conceito do “puro e duro”.

Já a versão “40th Anniversary” contempla todos os argumentos da “Edition”, diferenciando-se desta apenas na pintura da carroçaria, a qual passa a ser do tipo camuflagem, juntando-lhe ainda um emblema identificativo especial.

Apesar das alterações estéticas, estas séries especiais mantêm, debaixo do capot dianteiro, o já muito conhecido motor a gasolina de 1,7 litros. Que, com não mais que 81 cv de potência e acoplado a uma igualmente vetusta transmissão manual com alavanca para accionamento das redutoras, impressiona tanto pelas prestações, como pelos consumos – no primeiro caso, em resultado dos baixos números alcançados; no segundo, fruto dos elevados valores registados…

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