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Mário Centeno

Mário Centeno. Resposta errada à crise criou descrença nas reformas

Mário Centeno critica, em artigo no Público, insistência em reformas estruturais durante a crise. Agora, diz, é o tempo de desenhar políticas na zona euro para apoiar desempregados e limpar bancos.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Mário Centeno defende que “a resposta errada à crise acabou por criar uma descrença nas reformas realizadas, que não dispunham do espaço económico necessário para produzirem os resultados esperados e conduziram os países que as realizaram num cenário recessivo (como Portugal) a ter que aprofundar os efeitos desse ciclo para compensar os custos económicos sociais dessas reformas”.

Em artigo de opinião publico esta quinta-feira no jornal Público, o ministro das Finanças regista que a economia está a recuperar, mas muito lentamente, depois de cinco anos marcados por uma “insistência excessiva nas reformas necessárias, não porque não fossem necessárias — porque o são — mas porque a recessão não foi causada por falta de produção”.

Reconhecendo que todos cometem erros, Mário Centeno diz que o problema surge “quando não somos capazes de reconhecer de forma rápida e séria os nossos erros”. E define como os principais desafios que a Europa tem de enfrentar: reforçar o setor financeiro e estimular a procura. Para o ministro das Finanças, este é o momento para “desenhar políticas” na zona euro que permitam responder “aos desafios que enfrentamos”, aproveitando a melhoria da situação orçamental e das contas externas. Até porque, a “economia europeia tem tudo para ser bem-sucedida”. E Mário Centeno diz: “sabemos atuar”.

  • Completar a União Bancária, criando o Fundo Europeu de Garantia de Depósitos.
  • Encontrar soluções estruturais para o crédito mal parado.
  • Definir políticas que promovam o crescimento e a convergência na Europa — é dado o exemplo de um mecanismo de apoio europeu face ao desemprego.
  • Partilhar sucessos e riscos, benefícios e responsabilidades.

Mário Centeno publica esta opinião numa semana, marcada para já, por notícias positivas para Portugal, com destaque para a saída do procedimento dos défices excessivos, o braço corretivo para os países que não cumprem as regras orçamentais. E quando reaparecem notícias sobre a sua possível candidatura à presidência do eurogrupo, o grupo informal de ministros das finanças da moeda única.

O artigo tem como título “Um ponto de viragem para Portugal: construir o futuro com base na confiança” e elenca a lista dos indicadores económicos e financeiros que estão a correr bem para a economia portuguesa, destacando ainda a estabilidade financeira e a capacidade de atrair investimento para a banca. E realça ainda o plano de reformas do Governo que ambicionam ser mais do que “soluções temporárias”, mas sim “verdadeiras alterações dos incentivos que permitam a capitalização das empresas, a melhoria das qualificações, a geração de oportunidades e a inovação na Administração Pública.”

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