A polícia britânica anunciou, em comunicado, ter prendido este sábado mais dois homens, no âmbito do inquérito para apurar os contornos do ataque de segunda-feira, em Manchester, que tirou a vida a 22 pessoas e deixou outras 75 feridas.

A detenção destes dois homens, com idades entre 20 e 22 anos, aconteceu depois de a polícia ter levado a cabo uma “explosão controlada” e eleva para 11 o número de suspeitos sob custódia na sequência da explosão de uma bomba à saída de um concerto da cantora norte-americana Ariana Grande, na Manchester Arena.

Os moradores da área de Cheetham Hill, onde a polícia terá utilizado um pequeno dispositivo explosivo para aceder à casa onde viria a encontrar os suspeitos, identificaram os homens como Yahya e Mohamed Werfalli. Segundo a descrição das pessoas presentes na área, a explosão deu-se por volta das 2h da manhã e a operação terá envolvido 30 polícias.

Já na manhã deste sábado a polícia mandou evacuar algumas ruas do bairro de Moss Side, apenas como “precaução” e para garantir “a segurança de todos” enquanto conduzia mais uma busca. Segundo o diário The Guardian, uma pessoa terá sido levada para ser interrogada.

Entretanto o nível de alerta terrorista foi entretanto revisto para “severo”, um degrau abaixo do máximo, o “crítico”. Isto significa que as autoridades britânicas consideram que um ataque terrorista continua “possível” mas não “iminente”.

O exército, que tinha sido destacado para ajudar a polícia na segurança de zonas críticas por todo o país, deverá recolher na próxima segunda-feira, anunciou a primeira-ministra britânica, Theresa May.

“Nos últimos dias a atividade policial tem sido bastante significativa e há agora 11 suspeitos detidos para interrogação. Considerando estas informações, o Centro de Análise ao Terrorismo (JTAC, na sigla em inglês) decidiu reduzir o nível de ameaça de crítico para severo”, disse Theresa May.

O ataque, que provocou a morte a 22 pessoas e deixou 75 feridas, foi perpetrado por um britânico de origem líbia de 22 anos, nascido em Manchester, tendo sido reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.